
Reforma do ITAP pode passar por novo modelo
A Câmara está a trabalhar na reforma do Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra (ITAP), num contexto de colaboração com outros municípios, nomeadamente com Oliveira do Hospital, Arganil e Tábua, que «são referência no ensino profissional».
A informação foi partilhada por Ana Abrunhosa na última Assembleia Municipal, com a presidente da autarquia de Coimbra a garantir que, no final do processo, irá nomear a vereadora Maria Lencastre Portugal como responsável do ITAP.
«Estamos neste momento a trabalhar a reforma do ITAP», disse a autarca, deixando implícito que será um trabalho em rede com a ADEPTOLIVA (associação proprietária da EPTOLIVA – Escola Profissional de Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil). «Sabemos que muitas vezes» os alunos «estão nestas escolas sem a devida valorização» e também «como é difícil valorizar estes cursos», sustentou. Assim sendo, completou, «o nosso objetivo é fazer a valorização e a reforma do ITAP», num «contexto de trabalho em rede com outros municípios» que têm, neste campo, «a forma de associação».
A forma de associação traz vantagens, mormente de financiamento. No caso do ITAP, «o financiamento dos cursos não é a 100%, ao contrário do que sucede sob a forma de associação», explicou, ao notar que a contrapartida que «a Câmara tem de pôr representa centenas de milhares de euros». Portanto, concluiu, «temos muito a ganhar» com o trabalho em rede.
Depois da reforma do ITAP, escola gerida pela empresa municipal Prodeso, «equacionamos a colaboração da senhora vereadora Maria Lencastre», disse, ao sublinhar que nenhum presidente do ITAP foi selecionado por concurso e que não se pode exigir hoje o que não se exigiu no passado. É uma escolha, baseada em confiança, como sucede para outras instituições, e «fá-la-ei», garantiu, com a convicção de que «seremos positivamente surpreendidos».
A nomeação de Maria Lencastre Portugal como gestora do ITAP, ainda em fase de intenção mas com garantia de Ana Abrunhosa, foi alvo de discussão e de uma moção de censura apresentada à Mesa da Assembleia Municipal pela Iniciativa Liberal. Como divulgámos oportunamente, a eventual nomeação da vereadora (atualmente independente, depois de se desfiliar do Chega), gerou discussão na assembleia, com IL, CDS-PP, PSD, Nós, Cidadãos (partidos que integraram a coligação Juntos Somos Coimbra), a falarem de conveniência política, e de «escolha transacional», um vez que a liderança do executivo conta apenas com cinco dos 11 vereadores.
A moção de censura foi chumbada, com 27 votos contra (PS, PAN, Livre e CDU), 13 abstenções (PSD, CDS e PPM) e 10 a favor (Chega, NC, BE e IL, a que se juntaram dois deputados do PSD)











