
Confiança no trabalho do “nosso batalhão” mantém Coimbra unida
São 245 anos de dedicação à comunidade e de esforço por parte dos homens e mulheres do, agora, Batalhão dos Bombeiros Sapadores de Coimbra. Com os primeiros registos a aparecerem em 1781, tem sido construída uma história de «eficácia e mérito», cheia de «esforço, coragem e dedicação de gerações e gerações de bombeiros».
«Estou particularmente feliz pelo convite e por estar aqui», comentou Luís Neves, ministro da Administração Interna, em momento solene no aniversário do Batalhão. Deixando, a principio, de lado a razão a celebrar, o ministro destacou os acontecimentos do últimos meses e realçou a importância do “tato humano” nas diferentes operações. «Ao longo dos dias fomos tendo conhecimento de várias pessoas que perderam tudo. É de louvar o abraço coletivo, mas individual, de cada um [dos bombeiros] à comunidade».
Relembrando o recente acontecimento de transformação da Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra em Batalhão, Luís Neves alertou que esta não se trata apenas de uma mudança de nome. «Este é um momento de reconhecimento do compromisso com a vida. É uma grande responsabilidade que implica um futuro de trabalho coletivo», sublinhou.
O tema do trabalho em equipa foi comum e todo o discurso do ministro, que enalteceu a realidade de esforço constante da Proteção Civil, dando como exemplo de sucesso, novamente, dos eventos de fevereiro. «Há poucos meios, apesar de terem sido reforçados, mas a verdade é que o Estado, nenhum Estado, consegue dar tudo a toda a gente. O segredo é a melhor gestão, organização e, sobretudo, a colaboração. As ocorrências não se começam a resolver quando aparecem, mas sim quando se treina e prepara, mesmo com poucos meios».
Garantir que se faz trabalho de forma coletiva é segredo para o bom funcionamento das estruturas e para diminuir dificuldades futuras
Ainda antes de terminar a sua intervenção, foi lançado o pedido à comunidade para que «proteja a terra, as pessoas e os animais» de modo a garantir «diversidade», uma solução que passa também por «fixar população no território», temas chave para o futuro.
A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, revelou a importância de ter uma «equipa preparada», que, segundo a própria, foi o segredo para o sucesso do controlo das intempéries. No caso dos bombeiros, a autarca sublinhou o exemplo de «cooperação» vindo de profissionais e não profissionais que chegam a «dar a sua vida pela da comunidade», altruísmo levado ao “extremo”.
A aposta para o futuro dos Bombeiros Sapadores será «investir em meios de trabalho» e na «formação», para levar o sentido de responsabilidade mais longe e a mais pessoas.
Federações nacionais vão ser ouvidas
A propósito da revisão da lei orgânica da Proteção Civil, Luís Neves, ministro da administração interna, revelou que «todas as federaçãos de bombeiros vão ser ouvidas». Em resposta aos jornalistas presentes no aniversário dos Sapadores de Coimbra, o ministro adiantou que será feito um «périplo por todo o país», realçando que os bombeiros são «a espinha dorsal» da temática, sendo assim “obrigatório” ouvir para não se produzir «documentos que são contra» as suas necessidades. «Os documentos têm que ser consensualizados e naturalmente vamos encontrar esse caminho», esclareceu Luís Neves.











