
Coimbra ambiciona mais no reforço da Proteção Civil
A inauguração oficial do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, ontem na Pedrulha, foi dominada pela satisfação e palavras de apreço a todos os que participaram no processo, iniciado em 2020 em conjunto com a Câmara de Coimbra. «Não é apenas uma casa nova», representa igualmente «dignidade» nas instituições e melhores condições de trabalho para os profissionais numa estrutura «fundamental para a região», observou Ana Abrunhosa ao intervir na sessão, com a presidente da Câmara a sublinhar as exigências do socorro num território conhecido pelos elevados riscos e fenómenos extremos, como incêndios rurais ou cheias.
São cenários que não diminuem, «tendem a agravar-se», frisou, para realçar a importância de estruturas como a inaugurada ontem, com outra capacidade de resposta, agradecendo o trabalho feito pelo Comando Sub-Regional liderado por Carlos Luís Tavares, «determinante para a proteção da vida e do património da nossa população».
Depois de mencionar o trabalho dos antecessores, Manuel Machado e José Manuel Silva, para o acordo institucional que permitiu a cedência da antiga escola primária da Pedrulha, a autarca alargou o discurso a outras áreas da proteção civil.

É preciso investir na qualificação e dignificação das condições de trabalho no centro de meios aéreos de Coimbra, no aeródromo Bissaya Barreto, «temos de garantir» que o centro regional do INEM permanece em Coimbra, com melhores condições, «e o mesmo» sucede com a Cruz Vermelha.
A centralidade da região Centro «tem que ser assegurada a diferentes níveis quando falamos de Proteção Civil», defendeu, ao deixar «bem claro que a Câmara e seguramente» a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra «continuarão a ser parceiros ativos na garantia de condições para todas estas instituições».
Portanto, resumiu, «de Coimbra ninguém sai, nem o INEM, nem a Cruz Vermelha», porque serão dadas condições para prosseguirem o «excelente serviço que prestam às populações e património», com provas dadas em situações de emergência em toda a região. Dirigindo-se ao secretário de Estado Rui Rocha, presente na inauguração, Ana Abrunhosa pediu que transmitisse a todo o Governo a mensagem de que «Coimbra quer reforçar-se na Proteção Civil em todas as dimensões» e «garantir aos profissionais condições de trabalho cada vez melhores».
“De Coimbra ninguém sai, nem o INEM nem a Cruz Vermelha”, disse Ana Abrunhosa, ao garantir esforços para melhores condições
Na intervenção, a autarca preconizou ainda uma Proteção Civil próxima das pessoas, preparando as populações, com mais ações na dimensão da prevenção. «Porque uma comunidade bem preparada reduz significativamente os esforços exigidos às estruturas de socorro e permite uma atuação mais eficaz, mais rápida e, assim, mais segura».
Por sua vez, Rui Rocha, após sinalizar o bom exemplo de cooperação institucional entre Câmara e Estado que permitiu a instalação do Comando Sub-Regional, num processo «inteligente» e de «boa gestão do património público», afirmou que «boas instalações não são um detalhe». São, disse, «fator determinante para condições dignas, para valorizar os profissionais da Proteção Civil e para criar um ambiente que favoreça eficiência, motivação e produtividade». «Quem cuida da segurança dos outros merece também ser cuidado nas condições em que exerce a sua missão», vincou.
Sendo Ana Abrunhosa vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), o secretário de Estado da Proteção Civil partilhou a confiança de que ANMP, Municípios e Governo irão desenvolver «uma agenda ambiciosa» para a Proteção Civil, que «só funciona bem em rede, com confiança mútua e responsabilidades bem assumidas».
Prioridade estratégica
Com experiência de autarca, o governante frisou que os presidentes de Câmara são, no seu território, autoridade máxima de Proteção Civil, sendo necessário reforçar e promover uma verdadeira dinâmica repartida por Estado, autarquias, agentes e entidades que integram o sistema, desde logo as associações humanitárias de bombeiros.
Na ação do Governo, «a Proteção Civil é uma prioridade estratégica», e passa pelo reforço da capacidade operacional, valorização dos seus meios e dos recursos humanos, e na prevenção, com capacitação das comunidades, em que municípios e parceiros do sistema têm «um papel absolutamente central», sustentou.
Na cerimónia, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura, desenvoveu um pouco da história do Comando Sub-Regional e destacou as condições excelentes do novo espaço, que exigiu um investimento na ordem de 1,6 milhões por parte da ANEPC.











