
Comando Sub-Regional com mais condições na Pedrulha e "o mesmo profissionalismo"
Depois de mais de quatro décadas na Rua Antero de Quental, em Coimbra, onde se instalou em 1982, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra muda-se para novas e melhores instalações, no edifício - agora reabilitado - da antiga Escola Primária da Pedrulha.
Um sonho antigo de muitos dos que, ao longo de mais de 40 anos, passam e passaram pela sede do comando que se pode personificar na pessoa de Carlos Luís Tavares, atual comandante subregional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, que, a poucas horas da cerimónia de inauguração do novo espaço, marcada para as 15h00 de amanhã, fala na concretização de um dos seus maiores desafios quando, em 2013, assumiu o cargo.

«Um era aumentar os recursos humanos» - e passaram dos 18 para os 30 colaboradores - o outro «grande desafio era o das instalações». «Efetivamente, as instalações não eram dignas para estes profissionais. Eles fizeram milagres numa pequena sala de operações, onde o ruído era enorme» com «várias ocorrências em simultâneo», confirma o responsável, em entrevista ao Diário de Coimbra, não tendo dúvidas de que as novas instalações, que amanhã se inauguram, «trazem mais motivação» a todos.
«Eu diria que o profissionalismo é o mesmo, porque eles sempre foram grandes profissionais», continua, sublinhando o facto de estarmos perante uma Região de Coimbra «com múltiplos riscos», dos incêndios urbanos aos industriais, passando por inundações ou acidentes com encarcerados, o que a torna particularmente complexa e «muito exigente».
«A complexidade das ocorrências é tal que precisamos do espaço magnífico que aqui temos», garantiu.

Com uma ampla e bem apetrechada sala de operações, as novas instalações do Comando Sub-Regional permite uma clara visão sobre todo o território
Com uma ampla e bem apetrechada sala de operações, as novas instalações do Comando Sub-Regional permite uma clara visão sobre todo o território, graças, por exemplo às 20 câmaras de videovigilância, «um projeto da Comunidade Intermunicipal» que «c0bre toda a a região» e permite uma melhor monitorização, em particular no que diz respeito a incêndios florestais e a partir de 1 de mai0, data em que um elemento da GNR passa a integrar a equipa do comando, para ajudar da deteção dos incêndios e no despacho de meios. Está também presente um elemento da Afocelca «que atua no dispositivo especial de combate a incêndios rurais», diz Carlos Luís Tavares.
Na nova sala de operações há também um painel com os canais de comunicação a distribuir pelos meios nos teatros de operações e ainda um quadro com os 27 corpos de bombeiros da região de Coimbra, com informação sobre elementso de comando e comandante de serviço, o que facilita na gestão em qualquer ocorrência.

«Sempre que cai uma ocorrência do 112 é por via informática. Fazemos a georeferenciação e, a partir dali, o chefe de turno orienta os colegas para que possam despachar meios para o teatro de operações», explica o comandante ao Diário de Coimbra, sublinhando, ao contrário do que acontecia nas anteriores instalações, a existência de uma sala de crise, de modo a que seja possível «isolar uma ocorrência mais complexa», com a presença das várias entidades envolvidas: comando, bombeiros, câmara municipal, GNR, PSP e outros.
«Satisfeito e feliz» com as novas instalações, Carlos Luís Tavares diz que não pode, no entanto, garantir que não haverá «mais cheias, inundações, incêndios» ou outras ocorrências no território. «Há coisas que não dominamos», disse. No entanto, deixa claro que apesar das condições longe das ideais na Antero de Quental, o balanço tem sido de sucesso ao longo dos anos.
«Tivemos cerca de 230 ocorrências de incêndios rurais. Só falámos nos incêndios de Lagares da Beira, do Piódão e da Lousã, o que não tivemos sucesso no ataque inicial», sublinha o comandante. «Tudo parte daqui, tudo parte deste comando, é daqui que vai a resposta», concluiu o responsável.












