
Dezenas de famílias assistiram à chegada dos Reis Magos
Estão oficialmente encerradas as festividades relacionadas com as comemorações da quadra natalícia na Figueira da Foz. O momento ficou marcado pela chegada dos Reis Magos, na noite de segunda-feira, junto ao presépio instalado na Rua 5 de Outubro, mesmo ao lado da Praça 8 de Maio.
Este é um ritual que atravessa gerações e mantém viva uma tradição profundamente enraizada na identidade figueirense, por isso, o executivo da Junta de Freguesia de São Julião decidiu assumir a organização do evento deste ano. «Primeiro, é um orgulho estar a presidir a uma freguesia que foi recuperada. Segundo, todas as tradições que a freguesia tem ou tinha, vai voltar a ter. Ou seja, nós queremos divulgar e apoiar tudo o que é tradição de São Julião. Por isso mesmo, tomámos a responsabilidade de organizar a chegada dos Reis. Desta vez não fizemos grandes alterações ao passado, mantivemos tudo, mas estamos convictos de que para o ano somos capazes de fazer alguns melhoramentos», afirmou ao Diário de Coimbra o presidente da Junta de São Julião, Manuel Marques.
A chuva ameaçou, o vento intensificou-se e as baixas temperaturas não deram tréguas, porém, nem as condições climatéricas impediram que dezenas de famílias saíssem à rua para assistir à celebração que combina espiritualidade, cultura popular e convívio. O número de pessoas presentes deixou o presidente da Junta de São Julião «satisfeito» e com vontade de querer fazer mais. «Eu dizia na campanha que queria que os fregueses de São Julião tivessem orgulho na freguesia e é para isso que nós estamos a trabalhar. Há muitas atividades que queremos dinamizar na freguesia, que sozinhos não vamos conseguir. Esperamos ter o apoio da Câmara Municipal, porque nós vamos ter o esforço e a dedicação para isso. O importante é nós não largarmos estas tradições. Temos ideias e queremos fazer mais e melhor», sublinhou Manuel Marques.
Enquanto os reis magos da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto saíram a cavalo da zona da Ponte Galante e os reis magos da Sociedade Filarmónica Figueirense partiram da estação de comboios a pé, junto ao presépio cantavam-se músicas alusivas à quadra festiva. A animação começou com o Grupo de Cantares da Dez de Agosto, que “aqueceu” o ambiente quando entoou o hino oficial do município, a “Marcha do Vapor”. Seguiu-se a atuação da Tuna Acordes da Foz, que entusiasmou os presentes até à chegada dos Reis Magos. «Temos aqui a atuação destes dois grupos de São Julião. Não temos nada contra os grupos que vêm de fora, mas temos a obrigação de valorizar o que a freguesia tem. Hoje em dia as associações vivem momentos difíceis e nós queremos apoiá-las. Queremos ajudar, dentro das nossas possibilidades, mas sempre com a contrapartida de que deve ser prestado um serviço à comunidade, pois é fantástico terem a oportunidade de se darem a conhecer. Aliás, a porta está aberta a qualquer freguês. O meu executivo tentará ajudar e se não conseguir ajudar, tentará encaminhar», frisou o autarca ao nosso jornal.
Entretanto, a agitação entre a população denunciava a aproximação dos Reis Magos ao presépio. Do lado direito ouviu-se a música da Filarmónica Figueirense e a euforia era evidente entre os mais novos, que recebiam doces dos reis magos que caminhavam por entre as pessoas. De seguida, do lado esquerdo surgiu a fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, que abriu caminho aos Reis Magos da Dez de Agosto que chegavam a cavalo e que depressa foram abordados pelas famílias que queriam ver os animais de perto.|











