
Espetáculo de luzes coloridas iluminam residência em Granja do Ulmeiro
«Uma paixão de menino», começa por dizer Carlos Santos, o criador das iluminações de Natal, numa residência em Granja do Ulmeiro.
Ontem foi dia de inauguração.
Depois de duas semanas de trabalho, tudo a postos para ligar as luzes, seguindo o compasso dos quatro relógios programados para que «se fizesse luz em tempos diferentes», como explicou Carlos Santos, de sorriso nos lábios e um brilhozinho nos olhos, a viver o momento, tal como em criança quando com o avô, em Oliveira do Hospital decoravam à casa, há mais de 50 anos.
É na Rua Estrada Larga que fica a moradia dos sogros de Carlos Santos.
Uma típica casa portuguesa que todos os anos, de há sete anos a esta parte, ganha nova vida, com as mais de 150 mil luzes, a acender entre as 18h00 e a meia noite, até 6 de janeiro.
Um espetáculo de luzes coloridas, música de Natal, o Pai Natal a tentar entrar em casa, um urso branco a baloiçar a cabeça, «talvez em sinal de aprovação», a caixa do correio iluminada e com neve a cair, os pinheiros, dos maiores aos mais pequenos e até o que veio da Holanda, com luzes a brilhar e claro, o presépio no meio do quintal, mas também muitos insufláveis, a simular a chegada do Pai Natal no seu trenó, estrelas e cascatas de luzes, muitas luzes.
Tudo pensado ao pormenor, confessa Carlos Santos, emigrante reformado, mas ainda a viver no Luxemburgo que ano apôs ano, introduz uma ou outra novidade.
Com dois netos, a sua paixão continua a ser o Natal. Por isso, regressa cerca de mês e meio antes do Natal, para preparar tudo.
«Duas semanas de trabalho intenso», confessa Carlos Santos, acrescentando ainda que «são metros e metros de fios, fichas, tomadas, para fazer as ligações, mas sempre com as devidas precauções. Mas o trabalho começa no Verão.
«Além de preparar os adereços», muitos deles feitos por ele próprio, como a estrela que brilha no telhado, «feita a partir de cinco cavaletes», «há que pintar a casa e os muros, para que tudo esteja a preceito».
«E vale bem a pena», como se ouvia das muitas pessoas que acorreram à Rua Estrada Larga para assistir à inauguração, «felicitando Carlos Santos» pela sua paciência, e por este momento mágico que fez as delícias dos mais pequenos, mas também dos mais velhos.
Um trabalho que congrega a família. Se Carlos Santos é o mentor e «põe as mãos na massa», a esposa, Maria Clara, é a sua ajuda principal. Já a cunhada, Paula Cristina vestiu-se de Pai Natal e ia surpreendendo os mais pequenos.
E à hora programada, depois de todas as luzes acesas, eis que se segue um espetáculo de fogo de artifício e, no final, quem ali estava aplaudiu.
Até 6 de janeiro, é possível apreciar «o espírito de Natal» em Granja do Ulmeiro e os olhos de Carlos Santos vão continuar a brilhar, sobretudo quando chegarem os netos.
Depois é tempo de desmanchar tudo.
Mais uma semana de trabalho que exige uma metodologia muito própria.
Novamente com Maria Clara, é preciso arrumar em caixas identificadas e numeradas para que, para o próximo Natal, seja mais fácil encontrar os adereços para uma nova decoração.












