
“Extinção da categoria de assistente foi um erro histórico, a atingir sobretudo as humanidades”
Na sua tomada de posse referiu que quer uma instituição “voltada para o futuro”. O que significa, em termos concretos, esta visão para a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra?
A FDUC tem muita honra no seu passado: em todo o mundo, poucas instituições universitárias têm uma história tão rica, de tanta influência no seu país como a FDUC. Mas não queremos descansar à sombra desse passado glorioso. A FDUC tem de saber posicionar-se para enfrentar os desafios que resultam de uma sociedade muito complexa, tem de estar preparada para gerir as várias incógnitas sobre o que vai ser o ensino do Direito ou da Administração Pública nos próximos anos. Preparar a Faculdade para o futuro exige estarmos atentos e termos os olhos abertos para o que fazem as grandes escolas de Direito por esse mundo, mas também estimular a imaginação dos colegas e dos alunos para a descoberta ou reinvenção de métodos e de fórmulas de ensino e de investigação.
Quais são as três principais prioridades do seu mandato (2025-2027)?
Em primeiro lugar, manter a FDUC como uma faculdade de grandes números (mais de 400 alunos novos todos os anos, nas licenciaturas), mas onde cada aluno sinta a proximidade da sua Escola e não se veja como um anónimo ou o simples utente de um serviço público de ensino. Em segundo lugar, desenvolver um trabalho de planeamento das nossas necessidades de recursos (do corpo docente e do corpo técnico) para os próximos anos, associado a uma estratégia clara sobre a entrada e a progressão na carreira docente. Em terceiro lugar, promover um ambiente sadio, envolvente e moderno de “alegria no trabalho” para todos os que partilham as suas vidas na Faculdade: professores, monitores, estudantes, membros do corpo técnico.
Que medidas pretende implementar para manter a FDUC como uma das mais prestigiadas instituições de ensino jurídico em Portugal?
A FDUC é, sem discussão, uma das mais prestigiadas instituições do ensino jurídico em Portugal. O mínimo que se nos pede é que atual geração da FDUC preserve essa posição, mas temos de ser ambiciosos e orientar a nossa ação para a criação de condições que nos permitam ser ainda melhores, ainda mais prestigiados. O que temos de fazer é apoiar e estimular os nossos docentes a prestarem um serviço de elevada qualidade, atual, com fundamentos teóricos consistentes, mas centrado na vida real, na preparação dos nossos estudantes para a resolução dos problemas complexos que vão encontrar. O que temos de fazer é apoiar o nosso centro de investigação, o Instituto Jurídico, para manter e consolidar o nível de excelente que já alcançou. Ao diretor cabe o papel de estímulo, de apoio e de incentivo: e é isso que faço todos os dias.
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