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Iniciativa escolar "bate o pé” à violência contra as mulheres

A 25 de novembro identifica-se o dia para a eliminação da violência contra as mulheres. O Agrupamento de Escolas Martim de Freitas marcou-o com uma “atuação silenciosa”

Uma iniciativa única que promove o pensamento e a mudança de mentalidades em relação à violência contra as mulheres. Foi este o objetivo da “performance” que alguns alunos do 8º ano da Escola Básica Martim de Freitas levaram até à zona dos Centros Comerciais de Celas.

Na comemoração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, os alunos apresentaram-se de máscaras negras com uma lágrima “vermelha de sangue” e vestidos em capas negras feitas de sacos do lixo, enquanto entregaram “folhetos” com dados relativos a este tipo de violência.

Organizado pela Biblioteca Escolar, o Núcleo de Estágio de História, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, o Plano Nacional das Artes e o Plano Nacional de Cinema, e sob a orientação de Isabel Pires e Matilde Antunes, a cena performativa foi executada de forma exímia, finalizando com um momento de silêncio onde os alunos se sentaram no chão sem comunicar, para “erguer a voz” de um flagelo que preocupa a sociedade.

«São 24 mulheres que perderam a vida este ano, mas o problema seria igual se fosse apenas uma vítima desta violência», identifica Luís Gonçalves diretor do agrupamento. «Não basta termos palavras muito bonitas, não basta termos discursos muito interessantes e relevantes, é preciso dar corpo e fazer ações» sublinha.

“Stand Up por Ela! Basta” saiu, assim, fora de portas com os alunos, que pertencem a uma geração que terá de trabalhar para mudar este paradigma. «É importante sair da sala de aula e sensibilizar, principalmente os mais jovens, para que percebam que a violência não é normal e que não podemos aceitar qualquer tipo de violência. No dia de hoje falamos de violência doméstica, violência contra as mulheres, mas temos de combater todas a violência» indica o diretor.

Para combater os crescentes números Luís Gonçalves acredita que temos de parar de pensar em «estatísticas». «Cada um destes números não simboliza apenas um número ou apenas mais um caso. Cada um destes números é uma pessoa, tem um nome, tem uma história e tem, muito possivelmente, uma família que saiu destroçada deste evento. Temos de começar a tratar as coisas pelo nome e esquecer a ideia de que são só números, para não cairmos no erro da banalidade e de pensar de forma indiferente» remata o responsável.

No local também estiveram duas mães, Ana Martins e Marta Nunes, que sublinharam a importância de «sensibilizar» para esta realidade perigosa.

Veja o vídeo:

Novembro 26, 2025 . 08:00

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