
Ministro vai reunir com autarcas para definir “solução” sobre traçado do IP3
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, adiantou ontem que vai reunir em breve com a Infraestruturas de Portugal (IP) e com os autarcas para que seja tomada «uma decisão definitiva sobre o traçado» do IP3 entre Mortágua e Coimbra e, assim, «fechar o processo na duplicação de vias».
Em declarações aos jornalistas na Barragem da Aguieira, no segundo dia da viagem pela Estrada Nacional 2 com o objetivo de conhecer as necessidades dos 35 municípios de Chaves a Faro, o ministro lembrou que a reunião já esteve agendada antes das eleições autárquicas, devendo ser remarcada em breve.
«Nesta fase, estamos a definir uma de duas opções para o troço que falta em perfil de autoestrada. A decisão do Governo está tomada. É uma decisão histórica, eu diria, mas diria também que é consensual a todos os partidos políticos», acrescentou o ministro ao Diário de Coimbra, já ao quilómetro 238, no posto de turismo de Penacova, referindo que a região «há muito precisava» do IP3 em perfil de autoestrada.
Com as obras de duplicação do troço Santa Comba Dão/Viseu em curso, a que se vai seguir o troço entre Trouxemil e Espinheira, «fica por resolver esta zona que é impossível de duplicar pela tipologia do relevo e há duas alternativas em estudo para contornar a zona de Penacova», salientou também o presidente da Câmara Municipal de Penacova, sem se pronunciar sobre as duas possíveis soluções apresentadas, «depois de tantas promessas adiadas».
Já Ricardo Pardal, presidente da Câmara de Mortágua, lembrou que a ligação entre a Lagoa Azul (Mortágua) e Coimbra «não foi duplicada» e «urge projetar e decidir qual é o traçado a ser executado». «Defendemos a solução que passa a norte do concelho de Mortágua, porque evita todos os aquíferos, seja a albufeira da Aguieira, sejam as captações de água das empresas que fazem captação de água para comercialização», adiantou em declarações aos jornalistas.
«Há este troço entre Lagoa Azul e Coimbra, que será mais complexo e que efetivamente terá de ter um projeto mais apurado e com custos muito mais elevados. E essa garantia tem de ser firmemente dada a todos aqueles que são os utilizadores», defendeu.
De Mortágua e Penacova, o roteiro “Ver para Fazer” seguiu caminho, voltando a fazer uma paragem em Vila Nova de Poiares. «Os autarcas estão a pedir muitas coisas e bem. Esse é o papel dos autarcas: reivindicar para os seus territórios justiça territorial, investimento necessário, seja em estradas, seja em escolas, seja em centros de saúde. É precisamente para isto que estamos a fazer esta viagem. Isto não é turismo», concluiu Miguel Pinto Luz.|
Dois anos depois da derrocada, avança requalificação da EN 110
O presidente da Câmara de Penacova alertou o ministro para os atrasos nos projetos da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, nomeadamente o estrangulamento existente há quase dois anos na EN 110 e a intervenção prevista na ribeira de Selgã, no nó de Penacova do IP3. Alvaro Coimbra reivindicou também recursos financeiros para melhorar a rede viária municipal, percebendo, pelas palavras do governante, que «existe uma janela de oportunidade pelo programa de empréstimo BEI».
Sobre a questão da derrocada, Miguel Pinto Luz assumiu que «dois anos é muito tempo» e que importa «acelerar este tipo de processos. Entretanto, deixou a indicação, através da Infraestruturas de Portugal, de que a obra «já está em concurso».
* com Lusa










