
“Portugal continua a precisar de uma descentralização séria”
A presidente da Câmara Municipal de Cantanhede afirmou que «Portugal continua a precisar de uma descentralização séria, consequente e orientada para resultados concretos na vida das pessoas».
Helena Teodósio aproveitou a referência ao cinquentenário do poder local democrático em Portugal, a propósito dos cinquenta anos das eleições autárquicas realizadas em dezembro de 1976, que efetuou no seu discurso do Dia do Município, para trazer, novamente, este tema para a agenda política.
«Quando uma questão resiste ao tempo, sobrevivendo a governos, legislaturas e maiorias políticas sem perder atualidade, isso não significa que esteja gasta. Significa apenas que permanece por resolver.
E é isso que sucede com o tema da descentralização em Portugal: fala-se dela há décadas, anunciam-se reformas, transferem-se responsabilidades, ensaiam-se modelos parcelares, mas persiste a sensação de que continuamos longe da resposta de fundo de que o país necessita», frisou a autarca.
Helena Teodósio referiu que o concelho «atravessa um ciclo de grandes investimentos que concorrem para a beneficiação da vida das pessoas». Trata-se, segundo a edil, de «investimentos estruturados segundo uma estratégica coerente e sustentada, no entendimento de que o desenvolvimento do concelho se mede, em última análise, pela qualidade de vida que oferece a quem nele habita e pela capacidade de atrair quem nele queira viver, trabalhar e investir».
Helena Teodósio destacou os investimentos num setores da Ação Social, Saúde e Educação
Abordando o incremento que o município está a dar à dinamização da base económica, «acentuando as condições favoráveis para a instalação de empresas e dando resposta adequada ao aumento da procura», através da ampliação das zonas industriais, Helena Teodósio destacou os investimentos que estão a ser efetuados nos setores da Ação Social, Saúde e Educação.
A autarca não terminou a sua intervenção sem se referir às homenagens que o município de Cantanhede prestou a pessoas e entidades que mereceram ser «distinguidas em função do relevo da sua atividade ou do seu percurso de vida».
A Câmara Municipal homenageou os funcionários do município e da Inova-EM que completaram 25 anos de serviço, os funcionários que se aposentaram ao longo do último ano e atribuiu votos de louvor e reconhecimento às empresas que completaram 25 e 50 anos de atividade no concelho e as entidades associativas com 25, 50 , 75 e 100 anos de atividade.
João Moura recordou momentos conturbados que se vive no contexto mundial
No campo das homenagens, a última nota que Helena Teodósio referiu foi o voto de louvor e reconhecimento atribuído a Maria do Céu da Cruz Vidal Lourenço, assinalando o facto de ter sido a primeira mulher eleita presidente de junta no concelho.
João Moura, por seu lado, recordou os momentos conturbados que atualmente se vive no contexto mundial, «com guerras em vários pontos do globo que teimam em arrastar-se com consequências tão negativas para as vidas das populações.
«É neste cenário que a Europa e, em particular, Portugal, tem um grande desafio pela frente e terá que definir e enquadrar as suas políticas de forma a sair da cauda da Europa e recuperar o terreno perdido nos últimos anos», sublinhou o presidente da Assembleia Municipal.











