
Buarcos e a Briosa no coração e mente de Pedro Nuno
Natural de Buarcos, na Figueira da Foz, o médio ofensivo Pedro Nuno voltou a recordar com carinho a Académica, clube onde se estreou no futebol sénior e deu os primeiros passos como profissional. O buarqueiro, atualmente ao serviço dos romenos do FC Otelul, foi o mais recente convidado do podcast “Sem Filtros”, da Liga Portugal, e falou da ligação à Briosa, da cidade de Coimbra e das raízes figueirenses.
Depois de iniciar o percurso no Buarcos, passar pela Naval e integrar a formação do Benfica, o jogador regressou à região para representar a Académica, onde atuou entre as épocas 2014/2015 e 2016/2017. Ao serviço dos estudantes realizou 31 jogos e marcou cinco golos, estreando-se no futebol profissional com a camisola negra.
Ao recordar esse período, Pedro Nuno não escondeu a importância que a Académica teve na sua carreira. «Foi o realizar de um sonho, jogar ali na Académica, ter feito formação lá, ter marcado lá, foi tudo junto, foi incrível», afirmou.
O figueirense, atualmente com 31 anos, revelou ainda que acompanhou atentamente o percurso da Briosa na temporada passada e viveu intensamente a caminhada da equipa na fase decisiva: «Muito, muito a torcer sempre. Vi todos os jogos, principalmente da fase final, e a torcer, a gritar aqui em casa sozinho. Os meus vizinhos se calhar devem pensar que eu sou maluco por causa dos gritos», confessou, entre risos. «Fico mesmo muito feliz que a Académica esteja mais perto de onde merece estar, que é na Primeira Liga», acrescentou.
Durante a conversa, Pedro Nuno recordou ainda o primeiro golo como profissional, precisamente ao serviço da Académica, frente ao V. Guimarães. «É um golo que não se esquece. O Ricardo Esgaio ganhou um ressalto e eu apareci pela direita. Ele passou-me a bola, consegui passar por um adversário no momento da receção e rematei cruzado. Foi a concretização de um sonho», recordou, revelando que continua a ser o momento que mais revê no telemóvel.
Ao falar de Buarcos, o “27” do emblema romeno partilhou as memórias da infância passada na praia, onde começou a jogar futebol. «Foi lá que cresci e onde comecei a dar os primeiros pontapés na bola. Passávamos dias inteiros na praia a jogar nas balizas», contou, sublinhando o espírito de união que caracteriza a comunidade buarqueira.
Na conversa houve ainda espaço para recordar antigos companheiros de equipa na Académica, como Leandro Silva, e para evocar alguns momentos divertidos vividos com o lousanense Hugo Seco, que também participou no programa precisamente para contar “estórias” vividas com o jogador, numa passagem pela Briosa que continua a ocupar um lugar especial na memória de Pedro Nuno.
Arranque de época positivo
Na Roménia, o buarqueiro arrancou a temporada com duas assistências na vitória do Otelul diante do Cluj, por 2-1, e constou do “11” da Liga Romena. «Este é o sítio no estrangeiro onde me sinto melhor. São todos muito amáveis e gostam de receber», referiu, ainda, em relação à experiência que está a ter no clube.











