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Protocolo entre FCTUC e FlyTech é “ouro sobre azul” para Engenharia Espacial

Futuros alunos da nova licenciatura da Universidade de Coimbra podem contar com o envolvimento da empresa, que se destaca pelo desenvolvimento tecnológico para a Airbus, nos setores da aviação, espaço e defesa

O protocolo de parceria entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e a Critical FlyTech, ontem celebrado, «é ouro sobre azul» para a nova licenciatura em Engenharia Aeroespacial, que tem início em setembro, mas é também uma “porta aberta” para o desenvolvimento de projetos e colaborações relacionados com diferentes cursos da FCTUC, que possam estar relacionados com o setor aeroespacial.

«Envolve a criação de novos projetos, projetos específicos, candidaturas nacionais, candidaturas europeias, intercâmbio de estudantes, acesso a facilidades dos laboratórios que temos na FCTUC, provavelmente também dos laboratórios e dos instrumentos que vão ter do lado da Critical FlyTech», explicou Edmundo Monteiro, ao dar conta do «âmbito alargado» da parceria.

De acordo com o diretor da faculdade, para os primeiros licenciados em Engenharia Aeroespacial, a ligação à Critical FlyTech, permite a realização de estágios e, de acordo com as necessidades da empresa, podem surgir oportunidades de emprego.

«Mas existem muitas outras áreas», acrescentou Edmundo Monteiro, ao destacar a possibilidade de estudantes das áreas de Engenharia Eletrotécnica, Engenharia Informática, de Física ou de Matemática tirarem partido da parceria, sem esquecer as potencialidades da Coimbra Supernova, cluster de inovação, lançado recentemente para posicionar a região como líder no setor espacial em Portugal e numa referência ibérica.

Protocolo permite realização de estágios aos alunos finalistas, colaboração no ensino e desenvolvimento de competências

Ricardo Armas, CEO da Critical FlyTech, destacou que o protocolo com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra «é uma oportunidade para formar pessoas adaptadas» às necessidades da empresa.

«Ou seja, a indústria evolui cada vez mais rápido, portanto há cada vez mais tecnologias a surgirem todos os dias e a evoluírem muito rapidamente. Pará nós, no meio industrial, apesar de formarmos continuamente pessoas, este tipo de relações com a Universidade é uma oportunidade para acelerar esse processo», referiu, sem deixar de adiantar que «a participação nos conteúdos, nos workshops, nas teses, é uma oportunidade» para transmitir conhecimento, mas também para receber novas informações e « ir adaptando as pessoas que saem da Universidade àquilo que são as necessidades» da empresa.

Em concreto na área aeroespacial, Ricardo Armas explicou que a Critical FlyTech tem «uma área muito forte na aviação, na parte aviónica, que é um dos três ramos do novo curso». «É uma área onde temos uma necessidade muito grande», reforçou, salientando que é, igualmente, mais uma oportunidade para a empresa.

Através da parceria, o CEO sustentou ainda que a colaboração da Criticial FlyTech nos conteúdos programáticos e no “desenho” da licenciatura em Engenharia Aeroespacial permite auxiliar a Universidade no desenvolvimento de uma resposta e na formação de recursos adaptados às necessidades da indústria.

“Credibilidade bastante sólida”

Lino Marques, coordenador da licenciatura em Engenharia Aeroespacial, não tem dúvidas de que a ligação à FlyTech - empresa detida pela Airbus e pela Critical Software - «dá uma credibilidade bastante sólida e interessante para potenciar as candidaturas ao curso».

Recorde-se a nova licenciatura abre com 40 vagas neste primeiro ano letivo, estando a ser preparado o mestrado para o futuro.

Julho 23, 2026 . 10:30

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