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Contemporaneidade enche 10.ª edição do Dar a Ouvir

Evento inicia-se hoje no Convento São Francisco e ficará patente até dia 6 de setembro. Programa “cruza arte, ciência, corpo e escuta”

O festival Dar a Ouvir chega hoje para mais uma edição, a sua 10.ª, e prepara-se para surpreender os seus visitantes com uma grande variedade de artística até dia 6 de setembro. Ao longo de cerca de dois meses, o evento vai dar a conhecer trabalhos de Fernando Mota, Teatro do Frio, Unloop e Xavier Paes & Inês Tartaruga Água.

Apresentada ontem, a programação para este ano traz o “desafio” de reafirmar «o lugar da escuta enquanto experiência artística, sensorial e crítica». Ao dar espaço para os artistas convidados explorarem a ligação do som aos diferentes sentidos, a organização do evento - Câmara Municipal de Coimbra e Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube - o público é “compelido” a «contactar com um conjunto de propostas que expandem» a forma de relacionamento com o «espaço, a matéria e o tempo».

Este ano o tema recai sobre “A Montanha e o Micélio”, destacando a importância da natureza e «na relação entre corpos, matéria, tempo e espaço».

Hoje abrem as exposições, com “Até ao fim do Mundo”, de Fernando Mota e Mário Melo Costa, um projeto que interliga «ciência e arte numa pesquisa que confronta o tempo geológico com o tempo humano»; “Rhîza”, de Unloop, que se afigura como uma «exposição interativa» e aborda um «pensamento artístico visual, tecnológico, sonoro e do corpo em movimento com o pensamento científico de grupos de pesquisa relativos a micologia e neurociência»; e “Berrante”, de Xavier Paes & Inês Tartaruga Água, sendo esta uma «peça sonora acústica que explora a ressonância e os corpos ressonantes através do uso de postes de madeira e da arquitetura enquanto instrumentos de produção sonora».

Evento começa hoje e enche de atividades o Convento São Francisco até dia 6 de setembro

A oferta cultural contempla mais exposições ao longo dos dias do evento, mas ultrapassa, também, a área artística. No Salão Brazil vão ocorrer, em paralelo com as restantes atividades, um conjunto de conversas que arrancam hoje, no Dia Mundial da Escuta. «O programa reforça a aposta na criação artística, nas residências e nos processos de experimentação, afirmando-se como um espaço de desenvolvimento e apresentação de novos projetos», indica a organização.

Para visitar a grande maioria das propostas não será necessário pagar ingresso, ou seja, são maioritariamente de entrada gratuita, mas sempre sujeitos à lotação de cada espaço e com recolha de bilhete no próprio dia. No caso de um dos espetáculos, “Da Prece ao Tecno”, do Teatro Frio, será necessária aquisição de bilhete, que está já disponível para compra (localmente no Convento São Francisco ou em https://www.ticketline.pt/pt/evento/dar-a-ouvir-da-prece-ao-techno-106345) e tem o custo associado de oito euros (aplicando-se os descontos habituais do Convento).

Julho 18, 2026 . 09:20

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