
AtrapalhArte celebra 14 anos de um caminho de persistência e sonho com olhos no futuro
«Comemorar os 14 anos da companhia é muito mais do que assinalar a data, é olhar para um caminho de sonho e persistência que nos fez chegar aqui», sublinhou Diogo de Carvalho, diretor artístico da AtrapalhArte desde 2025, em conversa com o Diário de Coimbra.
É já este sábado, dia 18, que a AtrapalhArte vai comemorar, no Seminário Maior de Coimbra, a história e o futuro desta companhia de teatro fundada em julho de 2012 com o «sonho de aproximar as pessoas da arte, de criar experiências». A partir das 17h00, vai decorrer o espetáculo de teatro “O Príncipe Nabo” e a partir das 18h00, Diogo de Carvalho vai “levantar o pano” das novidades relativamente à programação pensada e delineada para os próximos meses deste ano e já com olhos em 2027 e 2028.
«Vamos apresentar uma programação arrojada», assumiu o diretor artístico, e sem querer desvendar muito dos projetos futuros, Diogo de Carvalho avança que uma das novidades para 2027 será a estreia de "D. Quixote, O Musical dos Sonhos Impossíveis", marcada para o dia 16 de julho de 2027, integrando assim já a programação dos 15 anos da AtrapalhArte, um marco que a nova equipa de direção pretende assinalar. Outra das grandes apostas da companhia será "Cabaret da Irmã Anita, Comédia Musical", «uma produção original que presta homenagem ao espírito irreverente do teatro de revista, ao glamour do Parque Mayer e à tradição da comédia musical portuguesa», sublinhou.
As novas produções e estreias revelam, do ponto de vista do diretor, a «identidade artística» que a AtrapalhArte pretende evidenciar e reforçar nos próximos anos, a par com o trabalho educativo que tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos, percorrendo centenas de escolas de norte a sul do país. «Temos vindo a trabalhar em silêncio, com rigor e paixão, para construir uma programação que acreditamos poder marcar o percurso da companhia nos próximos anos».
Apesar de ter os “olhos” no futuro a AtrapalhArte não esquece os 14 anos de trabalho, esforço, resiliência que conduziu a companhia de teatro de Coimbra até aos dias de hoje. «Ao longo destes 14 anos, a AtrapalhArte tem trabalhado incansavelmente para afirmar Coimbra através da cultura, levando o nome da cidade a inúmeros palcos, escolas e municípios de norte a sul do país», contudo, Diogo Carvalho lamenta a falta de “espaço” para se apresentarem em casa. «Continua a faltar-nos aquilo que tantas companhias noutras cidades já conseguem ter, um espaço que permita desenvolver uma programação artística regular, estável e com continuidade», afirmou, apelando às entidades públicas e culturais que abram portas a mais criações desta companhia e de outras que surjam.
Em dia de festa, a AtrapalhArte vai celebrar protocolos com várias entidades, desde logo com o Seminário Maior de Coimbra, CASPAE, Centro Cultural do Penedo da Saudade, Editora Ideias com História, Mania das Festas, EKUI, Associação Flic Flac, Academia de Música de Coimbra e 35 mm com o intuito de desenvolver mais atividades.









