
Ambientalistas consideram Barragem de Girabolhos “falsa solução”
A associação ambientalista Zero considera que a construção da Barragem de Girabolhos, no concelho de Seia, é uma «falsa solução» para as cheias no Baixo Mondego e exige nova avaliação ambiental do projeto.
O concurso público para a concessão da nova barragem é lançado hoje, em Gouveia, distrito da Guarda, pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho. «A Zero reafirma que esta infraestrutura é uma falsa solução para as cheias do Baixo Mondego e defende uma inversão de prioridades», afirma num comunicado.
«Gastar centenas de milhões de euros [ME] a jusante do problema não é criar resiliência, é repetir, à escala do Mondego, o erro de planeamento que as cheias de 2026 vieram expor. A prioridade tem de estar onde a cheia nasce, na serra», sustenta.
Para a Zero, «antes de comprometer, no mínimo, 300 ME de fundos públicos em betão, pelo menos parte desse investimento deve ser canalizado para a recuperação da capacidade de retenção de água da bacia hidrográfica a montante».
A associação refere-se ao complexo formado pela serra do Açor e serras contíguas, devastado por incêndios recorrentes, «com particular gravidade em 2025».
O concurso agora lançado deve incluir um novo procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental «que inclua uma verdadeira comparação das alternativas existentes, incluindo a reflorestação das serras a montante», em particular as do Açor e da Lousã, advogam os ambientalistas.









