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Alunos e Centro de Montes Claros à descoberta do Jardim Botânico

De papel e caneta na mão, mas também com dois mapas, o desafio proposto aos alunos do 3.º ano do Centro Escolar de Montes Claros, foi conhecer o Jardim Botânico, a partir do espírito de equipa e olhar atento

Em tempo de final do ano letivo e com o calor que se tem feito sentir, nada melhor do que passar uma manhã ao ar livre, mas com um propósito pedagógico.

O desafio lançado aos alunos do 3.º ano do Centro Escolar de Montes Claros (Agrupamento Martim de Freitas) foi a visita ao Jardim Botânico e, com um rali paper, ficar a conhecer melhor «um espaço emblemático» da cidade de Coimbra, tal como explicou Joana Cabral Oliveira, responsável pelo Serviço Educativo do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. À chegada dos mais pequenos, Joana foi--lhes explicando que «este é um jardim, onde se guardam várias coleções de plantas e árvores raras, pelo que é também um espaço que conta uma parte da história da cidade». Para tal, o Serviço Educativo preparou um jogo, isto é, um rali-paper, que pudesse integrar várias equipas. A turma foi dividida em dois grupos que, rapidamente e entusiasmados, partiram à descoberta.

À Ana Maria, coube a tarefa de escrever as respostas, enquanto o Agostinho ficou com o mapa temático e a Maria com o mapa indicativo. Passo a passo, o passeio pelo Jardim fez-se com regras. Primeiro, no Recanto Tropical, uma das tarefas era «identificar algumas frutas tropicais que fazem parte da nossa alimentação». Até aqui, nenhuma dificuldade, mas junto ao Portão Principal, as questões já eram mais exigentes. «O que tem vestido a estátua de Avelar Brotero?»

A visita ao Jardim Botânico foi o culminar de um trabalho realizado ao longo do ano sobre o bem-estar

A resposta veio com a ajuda da Joana e da professora titular da turma, conhecedoras das tradições académicas de Coimbra. Mas a Maria logo se aprontou a escrever a resposta: “Borla e Capelo”.

E entre um e outro espaço, desde o Quadrado Central, «a parte mais antiga do Jardim, já com 250 anos» ao Jardim Sensorial e à Estufa Tropical, o passeio que «é a atividade de final do ano no âmbito do tema Bem-Estar», proporcionou aos alunos «muitas aprendizagens num ambiente lúdico», como explicou Joana Cabral Oliveira. Mais um desafio superado. No Quadrado Central, depois de muito procurar, os alunos lá encontraram as duas árvores mais antigas. «a pista é que ambas se encontravam fora dos canteiros». Agostinho e David lá encontraram o falso cedro do Japão, uma árvore que já tem mais de 200 anos e a corticeira da América do Sul.

E desafio após desafio, os mais pequenos, já um pouco cansados, ainda tiveram tempo para ficar a saber que as folhas das árvores têm formas diferentes, de estrela, de espada e até mesmo de ovo. Depois, tentaram perceber a que árvore pertenciam.

A visita terminou junto à Figueira da Austrália, a árvore que tem raízes aéreas e que foi plantada nos finais do século XIX

Aromas no Jardim Sensorial

Um dos recantos que cativou a atenção das crianças foi o Jardim Sensorial. Em cada canteiro, um pequeno corte numa folha para sentir o aroma, do cebolinho, da menta-chocolate, do tomilho, mas também para sentir a textura de cada erva aromática. A visita não terminou sem antes os alunos poderem aplicar os seus talentos na leitura, mas também na Matemática, sobretudo na área do Portugal Botânico, em que cada canteiro dá a conhecer uma paisagem do país.

Julho 15, 2026 . 08:40

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