
Miranda do Corvo com “resposta única e ímpar” na saúde
O presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo está certo de que o concelho dispõe de «todas as infraestruturas necessárias» para ser um «centro de resposta regional na área da saúde», capaz também de apoiar os concelhos vizinhos da Lousã, Penela ou Vila Nova de Poiares. «retirando pressão dos hospitais centrais».
«Esta oportunidade está aqui e existe», sublinhou José Miguel Ferreira, na inauguração da requalificação do Centro de Saúde de Miranda do Corvo, obra cujo investimento ascendeu a 5 milhões de euros, resultando de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do município. «Aquilo que vos peço é que naquilo que é a gestão difícil da saúde em Portugal, olhem para Miranda do Corvo como um concelho que, sem dúvida absolutamente nenhuma, se pode afirmar como um verdadeiro hub nesta área, no que diz respeito à prestação de serviços à comunidade, à prestação de serviços inovadores, à prestação de serviços de qualidade», sublinhou José Miguel Ferreira, destacando que, a par do requalificado centro de saúde, o concelho dispõe do Hospital Compaixão, gerido pela Fundação ADFP, ou a também renovada extensão de saúde de Semide.
Em dia de inauguração, o autarca recordou o seu antecessor, Miguel Baptista, responsável pelo lançamento da obra, e aproveitou para lembrar que «Miranda do Corvo tem uma história difícil com a saúde». No entanto, José Miguel Ferreira considera que a presença da ministra da tutela Ana Paula Martins, «só por si, “já mata um borrego” muito grande. «A verdade é que a senhora, ao vir aqui hoje, só por essa simples atitude, faz com que nós possamos ter uma história mais bonita, em que os ministros da saúde já aceitam visitar o nosso território», continuou, ao recuar alguns anos, até 2008/2009, altura em que o mesmo centro de saúde «viu a sua urgência ser requalificada» e, meses depois, encerrada no serviço noturno e prolongado.

«Podemos aqui criar uma resposta tão grande, mas tão grande, que, de facto, seria um grande desperdício não aproveitarmos esta infraestrutura na sua totalidade, fazendo aquilo que o Estado português, infelizmente, nos habituou a fazer: tratar mal o território, quando esse território aumentava a sua oferta», lembrou, reafirmando que, atualmente, Miranda do Corvo dispõe de «uma oferta única e ímpar na região».
À ministra não hesitou ainda em fazer um pedido, referindo que «os bons alunos» devem ser premiados. Ou seja, concluído e executado o investimento, José Miguel Ferreira gostaria de ver a obra com 100% de financiamento do PRR, o que iria permitir aplicar o valor municipal correspondente noutras «necessidades» do concelho.
Na sua intervenção, Ana Paula Martins voltou a destacar que «os cuidados de saúde primários são a porta de entrada dos cidadãos no sistema de saúde» e elogiou o que classifica de «grande vitalidade e vontade da região» no desenvolvimento de projetos e aproveitamento de oportunidades.
Na cerimónia, Francisco Maio Matos, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra salientou que Miranda do Corvo «é um belíssimo exemplo» do modelo de proximidade que se pretende de um Serviço Nacional de Saúde de excelência
«Neste concelho, a resposta dos cuidados de saúde primários assenta numa rede sólida e diversificada. E aqui, no Centro de Saúde Miranda de Corvo, funciona a unidade de saúde familiar com seis equipas de saúde familiar que acompanham cerca de 10 mil utentes. com múltiplas respostas, que refletem «uma visão integrada de saúde», salientou.









