
Chefe das Finanças da região Centro suspenso por suspeita de envolvimento em rede de imigração ilegal
Além da prisão preventiva, as duas arguidas ficaram proibidas de contactos com arguidos e restantes intervenientes no processo, afirmou hoje a Procuradoria-Geral Regional de Coimbra, em nota publicada no seu ‘site’.
Já um chefe de serviço das Finanças que também pertenceria ao grupo ficou com as suas funções suspensas, assim como proibido de contactar com arguidos, intervenientes e funcionários do serviço das Finanças que chefiava, bem como de entrar nas instalações.
O Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra determinou ainda a um quarto arguido, de nacionalidade estrangeira, a obrigação de apresentações periódicas, contacto com os restantes suspeitos e proibição de se ausentar do país, tendo de entregar o seu passaporte, referiu a nota da Procuradoria Regional.
Os quatro arguidos tinham sido detidos na semana passada, no âmbito da operação “Neblina Atlântica”, suspeitos de pertencerem a grupo que terá lucrado milhões de euros com a regularização fraudulenta de milhares de imigrantes, a maioria a viver noutros países da Europa.
Os arguidos são suspeitos da prática de crimes associação de auxílio à imigração ilegal, auxílio à imigração ilegal, corrupção e branqueamento.
A operação policial “Neblina Atlântica” levou à detenção de cinco pessoas, entre as quais um funcionário das Finanças a trabalhar na região Centro, e à constituição de outros 15 arguidos, num processo que procurava desmantelar um grupo que terá regularizado milhares de imigrantes, oriundos, sobretudo, do Brasil, disse o diretor da Diretoria do Centro, Avelino Lima, em conferência de imprensa realizada hoje.
Fonte da PJ do Centro aclarou que, apesar de se ter registado uma quinta detenção, no âmbito da operação, esse outro suspeito foi detido apenas por posse de arma proibida e a sua detenção foi oficializada num processo à parte.









