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Coimbra prepara-se para ser “capital do reino”

Feira Medieval mais antiga do país decorre entre os dias 17 e 19. Câmara de Coimbra, promotora do evento, apresentou o certame juntamente com alguns dos parceiros

O auto de abertura está marcado para as 18h00, no próximo dia 17 e anuncia três dias de folia com um sabor dos tempos da Idade Média. Falamos da feira Medieval de Coimbra, a mais antiga do país, que a Câmara Municipal e os vários parceiros apresentaram, ao final da manhã, nos Claustros da Sé Velha.

“Coimbra Capital do Reino” é o tema desta 31.ª edição, que convida a uma viagem no tempo, rumo ao século XII, quando as Cortes se fixaram em Coimbra, por ordem do Infante D. Henrique, e aqui se definiu a estratégia para a afirmação de uma nação. Um certame que espera receber «milhares de visitantes», sublinhou Maria Carlos Pêgo, diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara, que salientou as parcerias que dão corpo a este projeto, designadamente com a Agência Para a Promoção da Baixa, Diocese de Coimbra, Escola de Hotelaria e Turismo, Museu Nacional de Machado de Castro e União das Freguesias de Coimbra.

O certame centra-se, como é habitual, em redor da Sé Velha, mas cresce, estendendo-se para o Museu Nacional Machado de Castro, para a Torre e Arco de Almedina, chegando mesmo à Rua Ferreira Borges, Quebra Costas e Pátio do Castilho.

Um vasto programa que foi preparado ao longo dos últimos meses, destacando-se os concertos, teatro de fogo, acrobacias, treino de armas e cortejos. Programa que tem um momento particularmente apetitoso na noite de sexta-feira, com a realização do banquete, que vai ser servido nos Claustros da Sé Velha, já com lotação esgotada.

Ainda em termos de manjares, a Escola de Turismo e Hotelaria de Coimbra vai voltar a promover oficinas de gastronomia com história, que demonstram que o receituário da Idade Média vai muito além das carnes assadas e do tradicional pernil. No ano passado as almôndegas com coentros foram a grande descoberta. Este ano o chef Eduardo Vicente promete mais novidades. Ainda em termos de manjares, Assunção Ataíde, em representação dos comerciantes, fez saber que três restaurantes vão preparar menus recheados de sabores medievais durante os três dias da feira. A responsável pela Agência de Promoção da Baixa destacou, ainda, a importância acrescida que a Feira Medieval representa para o comércio da Alta e da Baixa da cidade, tendo em conta os milhares de visitantes que habitualmente atrai.

Novidade é, seguramente, a oficina que o Museu Machado de Castro - encerrado para obras - organizou, precisamente a pensar na programação da Feira Medieval, a realizar no sábado e tendo como elemento central o arco moçárabe. Um convite para umas visita em famílias e para partilhar momentos lúdicos e de aprendizagem criativa.

Referência, ainda, para as tradicionais barraquinhas que emolduram a Feira Medieval e onde é possível “mercar” os mais diverso produtos e iguarias.

Julho 8, 2026 . 13:04

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