
"Catástrofe pode ser um ‘Big Bang’ do que pode vir no futuro” do DArq
Com o finalizar de um ano letivo e a chegada da pausa de verão, poderiam surgir dúvidas sobre o funcionamento do Departamento de Arquitetura (DArq) instalado no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, mas tal não será um problema.
Até ao finalizar das obras, o Colégio de Jesus, “vizinho” e onde se localiza parte do Museu da Ciência da UC, será a “nova casa” para a grande parte das atividades habituais do DArq e Colégio das Artes.
Após a passagem da Depressão Kristin que afetou, gravemente, a estrutura do Colégio das Artes, a Universidade de Coimbra avançou com obras no espaço, mas as mesmas já estavam preparadas para avançar, segundo o reitor da UC, Amílcar Falcão.
«Em dezembro de 2025 assinámos a empreitada que teria início dentro de cerca de 60 dias», o que significa que a reabilitação seria levada avante perto da data em que o mau tempo assolou o território nacional e, consequentemente, o espaço do DArq.
Projeto não é novo, já se preparava desde 2004
O reitor aproveitou o momento, também, para relembrar que este projeto não é novo, e que já se preparava desde 2004, sendo um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido através de vários mandatos e de diversos reitores.
«Foi, inicialmente, traçado um horizonte e esse horizonte começou pela requalificação da Torre da Universidade», indicou, a que se seguiram os trabalhos no Paço das Escolas, Colégio da Trindade e, agora, o Colégio das Artes.
«No projeto inicial estava prevista uma intervenção no Colégio de Jesus, mas os custos eram elevados para a altura [as obras estavam previstas para o momento em que a Troika afetou o país]», o que, segundo Amílcar Falcão, levou a mudar o rumo para «reabilitar» o Colégio da Trindade e, temporariamente, abandonar o plano original.
Nos próximos anos estão previstas as mudanças no Colégio das Artes
Para o futuro, segue-se uma intervenção mais profunda no edifício sede da Associação Académica de Coimbra, depois no seu jardim e, finalmente, terminar as intervenções no Colégio de Jesus. «Com a mudança do DArq, já foram iniciadas algumas intervenções no colégio, que vão posteriormente ser continuadas».
Nos próximos anos (entre três a quatro anos), estão previstas as mudanças no Colégio das Artes, preparadas por Paulo Providência, Alexandre Dias e um conjunto de recém-licenciados em Arquitetura.
«É um projeto, quase, familiar, de quem conhece o espaço» e, neste caso, esperam-se quatro fases de trabalho distintas: melhoria de acessibilidade, caixilhos e pórticos, trabalho nas fachadas e, finalmente, remodelações do interior.
Também presente na sessão, o arquiteto e docente do Departamento de Arquitetura, Jorge Figueira, analisou a situação atual e futuro do Colégio das Artes, destacando a importância desta intervenção.
«Esta reabilitação é uma história com muitos anos. Este é um local muito importante e que vai ficar ainda mais um edifício único, raro, e digno daquilo que já é: uma referência daquilo que são as escolas de arquitetura. Espero que esta catástrofe seja o “Big Bang” do que pode vir no futuro», analisou o especialista.









