
Movimento “Escola Pública” acusa ministro de mentir
O movimento de professores S.O.S Escola Pública denunciou que os docentes avaliadores continuam sem receber exames nacionais para corrigir, acusando o ministro da Educação de mentir ao dizer que há apenas «duas ou três provas» por entregar.
«Uma vez mais, o Sr. Ministro Fernando Alexandre mentiu: alegou que “há duas ou três provas” por entregar. A mentira, ao longo dos anos, tem sempre um rosto e é o rosto da infâmia», criticou o movimento de professores da escola pública, que classificou ainda como «cómico e surreal» o prazo de 14 de julho para classificar os exames.
Segundo o S.O.S. Escola Pública, continuam a chegar a este movimento de professores «centenas de denúncias» de dificuldades na receção e acesso aos exames. «Aquilo que se lhes pede, neste momento, é que vendam a cêntimos o seu tempo pessoal e profissional, em ansiedade constante, por provas que insistem em não chegar, desaparecer, não conseguir classificar, sabendo que há um prazo ao virar da esquina e se arriscam a não conseguir cumprir, mas que nunca deles dependeram», lê-se no comunicado.
Professores terão até 14 de julho para classificar as provas
O movimento recorda que os professores já tinham deixado alertas para as falhas detetadas no projeto-piloto de correção digital no ano letivo passado, que diz terem sido «completamente ignorados».
«O Ministério da Educação, por teimosia, em virtude da vontade que tem de provar trabalho e de fazer reformas, atropelou alunos, famílias e, não menos importante, professores. São estes últimos os únicos que têm mantido o sistema a funcionar, mesmo quando são desprezados, humilhados por uma tutela sem discernimento e sem noção da realidade», criticam em comunicado.
Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), e os resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14 de julho. O novo calendário prevê ainda que a segunda fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranque apenas na tarde de 20 de julho e termine a 24 de julho, em vez de 22 de julho.










