
Incêndio de Vouzela já consumiu 13 mil hectares
O incêndio que lavra em Vouzela já consumiu cerca de 13 mil hectares e continua a ser o mais preocupante em Portugal, mobilizando os meios internacionais enviados ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, revelou este sábado o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Em conferência de imprensa, Mário Silvestre afirmou que o combate ao incêndio "está a ser positivo", mas alertou para o risco de agravamento da situação devido ao vento forte previsto.
Segundo o responsável, o fogo propaga-se a uma velocidade média de 765 metros por hora, abrangendo cerca de 600 hectares por hora.
O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.
Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.
Até ao momento, há seis vítimas ligeiras a registar, três bombeiros voluntários, um sapador, e dois civis, um deles no concelho de Águeda.
Na sexta-feira, este incêndio destruiu totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia e ainda aviários e animais.
No terreno estão já 118 operacionais, 43 veículos e um avião Canadair de Espanha. No domingo deverão entrar em operação mais dois aviões Canadair provenientes de Itália, que chegam ainda este sábado à Base Aérea de Beja.
Além de Vouzela, a Proteção Civil mantém sob especial vigilância os incêndios em Póvoa de Lanhoso e Santo Tirso.
Entre a meia-noite e as 17h00 deste sábado foram registados 58 incêndios rurais em Portugal continental, dos quais 16 durante a noite. Além dos três fogos considerados mais graves, encontravam-se 38 ocorrências em fase de vigilância, resolução ou conclusão, envolvendo 821 operacionais, 259 veículos e dois meios aéreos.
A Proteção Civil voltou ainda a apelar à população para evitar aproximar-se das zonas de incêndio e para não utilizar drones, alertando que a sua presença obriga à suspensão das operações aéreas de combate ao fogo, colocando em causa a eficácia dos meios destacados para o terreno.









