
Mais uma edição de “Um Metaleiro também Chora"
Está tudo preparado para a sexta edição de “Um Metaleiro também Chora”, que se realiza este sábado no Parque Natural Roda Moinas, no Carqueijo, freguesia de Casal Comba, do concelho da Mealhada.
Com a atuação de bandas, oriundas de vários pontos do país, a cabeça de cartaz é ANEUMA, projeto oriundo de Espanha. A organização – Associação Reboliço Heróico –, formada por um grupo de amigos da localidade de Mala, conta repetir um milhar de entradas, tal como aconteceu em 2025.
Começou por ser uma página na rede social Facebook, formada, em 2018, por um grupo de nove amigos, todos com gosto musical unânime na área do heavy metal. «Daqui surgiu a ideia de realizarmos um evento no ano seguinte e assim fizemos com todos os custos a serem suportados por nós», declarou Corália Santos, presidente da direção da Associação Reboliço Heróico e única mulher no órgão diretivo da agremiação registada em 2021.
Em seis edições, o festival passou de 250 pessoas para mais de um milhar em 2025. «É um evento muito familiar, onde vêm famílias com filhos pequenos. Até costumamos colocar uma piscina pequena para os mais novos se entreterem», referiu a presidente da direção, explicando que logo na primeira edição «foi-nos feita uma crítica positiva por um especialista em música e até Miguel Esteves Cardoso fez uma referência. Desde aí, a visibilidade que temos é de quem conhece o nosso festival».
Com bandas vindas de vários pontos do país, nomeadamente Leiria, Viseu, Lisboa e Porto – Tvmvlo, Chaosaddiction, Dallian, Firemage, Black Hill Cove e Ashes Reborn – , o festival «ao ar livre» conta ainda com uma banda espanhola, os ANEUMA. «Os concertos começam às 18h00, mas abrimos o recinto às 15h00 e o espaço vale muito a pena para o convívio», enalteceu Corália Santos, que, para além dos nove elementos da direção, agradece «às cerca de 20 pessoas que se voluntariam para nos ajudar neste fim de
semana».
A comida é toda caseira – caldo verde, bifanas, sandes de leitão e comida vegan e vegetariana –, que acompanha com espumante ou cerveja. O recinto conta ainda com dois profissionais de tatuagem, barraquinhas com venda de licores e de merchandising e ainda uma empresa, vinda de Lisboa, a vender hidromel. «A nossa associação também estará a vender o nosso Harmonia, um licor de café, criado pela associação há cerca de três, quatro anos», disse ainda a dirigente da associação, que só em bandas, backline e espaço tem um investimento de quatro mil euros. «Para além das entradas – 20 euros por pessoa – tentamos ir buscar alguma verba às refeições que disponibilizamos e cujos produtos são adquiridos no comércio do concelho, a carne em dois talhos, o pão em três padarias, os legumes e as batatas em produtores locais», acrescentou, garantindo que, durante o ano, a associação vai realizando magustos, quermesses e festas em dias especiais, «para ir angariando dinheiro para o evento».
Para o futuro, Corália Santos almeja que «a comunidade olhe para esta associação e para o evento como algo digno porque as pessoas têm uma imagem errada do heavy metal». «Este festival é único na região e 80% dos participantes vêm de fora, dormem nos nossos hotéis e experimentam os nossos restaurantes. Há pessoas que conheceram o Luso e o Bussaco à custa deste festival», garante a presidente da direção, que espera que o evento possa vir a realizar-se, no futuro, durante dois dias, «para impulsionar mais o concelho da Mealhada e a economia local».











