
Benefícios versus riscos da IA no tecido empresarial
O Grupo Fapricela foi o anfitrião de mais uma das conferências sobre Inteligência Artificial e Cibersegurança, promovida pela Coimbra iTEC - Associação para a Inovação e Tecnologia da Região de Coimbra, no âmbito do Ciclo de Conferências TertulIAs.
Perante uma assembleia de empresários, gestores, investigadores e estudantes, Hugo Serra, presidente do CERC, uma das entidades fundadores do Coimbra-I-Tech juntamente com o Instituto Politécnico de Coimbra e o Instituto Superior Miguel Torga, e entidade organizadora deste ciclo, referiu que o objetivo é «promover sinergias entre tecido empresarial e a academia, no sentido de se poder valorizar o território, tornando-o mais coeso e mais forte». Hugo Serra lembrou ainda que «só com empresas preparadas para enfrentar os desafios da evolução tecnológica» se pode caminhar rumo ao desenvolvimento.
E neste caminho da evolução tecnológica, a Inteligência Artificial está a assumir um papel preponderante que, só por si, também coloca novos desafios, sendo que um dos mais exigentes é exatamente a cibersegurança.
Daí o tema fulcral destas tertúlias ser exatamente esse, pelo que o convidado para falar das oportunidades da Inteligência Artificial mas também dos riscos em termos de cibersegurança que lhe estão associados foi Bruno Soares, professor da Coimbra Business School, que destacou essencialmente as vulnerabilidades e a rapidez com que a IA está a chegar.
E nada melhor do que ver como é que um grande grupo empresarial está a fazer essa transição e a proteger-se. Nesse sentido, os convidados tiveram oportunidade de ver “in loco” como é que o Grupo Fapricela «incorpora« a Inteligência Artificial e que medidas são implementadas para acautelar «intrusões».
Pedro Teixeira, administrador do Grupo, depois da apresentação das empresas do Grupo, destacou o papel da FAPTech, criada há dois anos e dedicada à automação industrial, no sentido de desenvolver equipamento com Inteligência Artificial que pudesse ser utilizado na área industrial, tanto na própria Fapricela como em outras indústrias. Pedro Teixeira apresentou os dois equipamentos, o PT200, um porta paletes autónomo, e o Raptor, um equipamento para transporte de menor carga, muito prático para empresas de logística, ambos já em utilização no Grupo.
De resto, Pedro Teixeira falou ainda de como se faz a gestão total e autónoma desses equipamentos, através de um software específico, referindo que o Grupo Fapricela também está a recorrer à Inteligência Artificial para fazer o planeamento, de modo a otimizar os processos produtivos.
No entanto, a grande preocupação é que o recurso à IA torna as empresas mais vulneráveis a intrusão, pelo que as medidas têm de ser tomadas em paralelo. E entre as medidas a adotar, destaque para a segmentação de redes, monitorização contínua e controle de acessos. No entanto, apesar destas medidas, «não há que declinar«. É fundamental também cumprir a diretiva NIS2, o regulamento sobre cibersegurança que exige medidas de gestão de risco e notificação de incidentes.
Partilha e aprendizagem
Ainda durante a sessão de apresentação do evento, Cândida Malça, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra destacou o papel que a academia tem neste tema tão atual e relevante, num mundo cada vez mais digital e conectado, pelo que é fundamental promover a reflexão sobre como é que as empresas estão a enfrentar esses desafios. Cândida Malça agradeceu a presença de todos, referindo que estas tertúlias «são momentos de partilha e aprendizagem».











