
Irão desmente reuniões com EUA no Qatar esta semana
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou que não existem reuniões previstas entre o Irão e os Estados Unidos no Qatar durante esta semana, desmentindo notícias da imprensa norte-americana sobre um encontro marcado para terça-feira.
"Não há nenhuma reunião técnica dos grupos de trabalho planeada para esta semana", afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, segundo a televisão estatal, classificando as notícias como incorretas.
Nos últimos dias, a tensão entre os países aumentou após um incidente que envolveu um navio com bandeira de Singapura que navegava pelo Estreito de Ormuz, o qual foi alvo de uma agressão iraniana.
Washington descreveu o incidente como uma violação do acordo estabelecido entre os dois países, tendo respondido com ataques aéreos contra o Irão. Em contrapartida, Teerão denunciou uma violação do cessar-fogo e retaliou com ataques a bases e infraestruturas controladas pelos norte-americanos no Médio Oriente.
O Irão afirmou no domingo que a responsabilidade pelo Estreito de Ormuz recai exclusivamente sobre a República Islâmica.
"Nenhuma outra parte ou Estado está envolvido. Isto é perfeitamente claro no memorando de entendimento, e qualquer intervenção ou ação unilateral só irá piorar a situação e atrasar a reabertura do estreito", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.
O Irão e Omã realizaram uma reunião acerca da gestão do estreito, que antes da guerra era a rota de cerca de um quinto dos navios que transportavam petróleo a nível mundial.
Nos últimos meses, as autoridades iranianas têm defendido que o Estreito de Ormuz deve ser gerido conjuntamente por Teerão e Mascate, os dois Estados costeiros da região.
Por outro lado, Washington e outros países apelaram ao regresso ao estatuto anterior ao conflito, salientando a necessidade de manter a passagem gratuita, sem portagens.
O memorando de entendimento assinado entre Irão e Estados Unidos para pôr fim à guerra estipula que "a República Islâmica do Irão dialogará com o sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no Estreito de Ormuz, em consulta com os outros Estados que fazem fronteira com o golfo pérsico, em conformidade com o direito internacional aplicável e os direitos soberanos dos Estados costeiros do estreito de Ormuz".
O documento prevê que a passagem pelo Estreito de Ormuz seja gratuita "apenas durante 60 dias", não estando ainda definido o que acontecerá após esse período.











