Crónica dos dias limpos e de um tempo sujo
O dia 28 de Junho é marcante em acontecimentos históricos, na linha do tempo. Uma dúzia de anos antes do Tratado de Zamora (em 1143, data em que Afonso VII reconheceu ao primo o título de rei), acordo que viria a consolidar a fundação da nacionalidade portuguesa, foi fundado o Mosteiro de Santa Cruz, em 1131, na cidade de Coimbra, com o apoio de Afonso Henriques.
Luís de Camões, na sua narrativa épica (particularmente, na estrofe 46, do Canto III de «Os Lusíadas»), destaca o célebre Milagre de Ourique e o momento em que Afonso Henriques é aclamado o primeiro rei de Portugal: «Com tal milagre os ânimos da gente / Portuguesa inflamados, levantavam / Por seu Rei natural este excelente / Príncipe, que do peito tanto amavam; / E diante do exército potente / Dos ‘immigos’, gritando, o céu tocavam, / Dizendo em alta voz: ‘Real, real, / Por Afonso, alto Rei de Portugal!’»
Todavia, somente quatro décadas após a aclamação de Ourique, a Santa Sé, através da bula «Manifestis Probatum» (emitida em 23 de Maio de 1179, pelo Papa Alexandre III), legitimou formalmente Afonso Henriques como rei e declarou o Condado Portucalense independente.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:









