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Proximidade e segurança são essenciais para um socorro eficaz

Bombeiros de Tábua assinaram protocolo com Escola Nacional para o funcionamento da um Campo de Treinos de Condução Fora da Estrada

Há meses, o comandante começou a trabalhar no projeto. «Penso de noite para fazer de dia», disse Rui Leitão que, ontem, num dia de calor tremendo, prenúncio de outros verdadeiramente tórridos, viu concretizado o seu mais recente sonho: um Campo de Treinos de Condução Fora de Estrada. Um projeto que começou a ser trabalhado há meses e ganhou forma através de um protocolo assinado entre a Associação Humanitária dos Bombeiros de Tábua e a Escola Nacional de Bombeiros.

Para quem não sabe do que se trata, digamos que é um campo, com diferentes circuitos de dificuldade, onde os bombeiros testam a sua perícia ao volante, seja de veículos pesados, como os usados no combate a incêndios, seja de ambulâncias. «Nem sempre andamos nas estradas normais», esclarece Rui leitão, que lembrou a importância da formação, no sentido de capacitar os operacionais e garantir que «trabalham em segurança».

Um circuito que se estende pelas freguesias de Tábua e Ázere e que se destina a formar os bombeiros de Tábua, do concelho, do distrito, da região e do país, adiantou. O comandante não pára e adivinham-se mais projetos para concretizar. «É um desafio constante, porque queremos sempre mais e a formação é essencial».

Lídio Lopes, presidente da Escola Nacional de Bombeiros não pode estar mais de acordo. Particularmente feliz, porque precisamente ontem completou dois anos de mandato (de três anos), o também presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz referiu a «formação certificada» que a Escola assegura e que este campo de treino representa, de forma mais próxima e descentralizada. Campo que implicou «mais de 500 telefonemas» feitos pelo comandante, disse, meio a sério, meio a brincar.

«A Escola é a autoridade pedagógica para a formação técnica dos bombeiros», disse, destacando a certificação dessa formação e a «uniformidade de práticas» que distingue Portugal do resto da Europa. Também ontem, Lídio Lopes esteve na Lousã, um dos polos da Escola, onde se assistiu ao encerramento de um curso de formação em máquinas de rastro. «Em seis meses tivemos menos 50 ações de formação do que em todo o ano de 2025», afirmou, numa demonstração clara da aposta que corporações e Escola têm feito para assegurar um socorro mais eficaz às populações e que garanta, igualmente, a «segurança dos bombeiros».

Mas não são apenas os profissionais que precisam de formação, advertiu, salientando a importância da população também aceder a informação que lhe permita «sentir-se melhor preparada» para situações mais com­plexas. Qualquer pessoa pode, explicou Lídio Lopes, aceder à plataforma e inscrever-se num curso de 4 horas, gratuito, que confere certificação. Um curso que, disse ainda, deu origem à criação de um livro, que levou ontem para Mouronho e entregou ao presidente da Câmara Municipal «para estimular os seus munícipes» nesta aprendizagem de proteção civil.

«Tábua quer continuar a crescer e sonha estar melhor preparada», disse ainda o comandante. Tem essa «visão», esse «compromisso» e essa «ambição», não tendo dúvidas que este Campo de Treinos, «coloca Tábua no mapa da formação operacional» e, por isso, ontem, em Mouronho viveu-se «um dia grande, histórico».

Um projeto elogiado por Luís Souza, presidente da Federação Distrital, que destacou, mais uma vez, o sentido de «inovação» dos Bombeiros de Tábua, com Alberto Ventura, da Direção Nacional dos Bombeiros a destacar a «proximidade» que representa e que Carlos Luís Tavares, comandante sub-regional de Coimbra da ANEPC também elogiou.

«Hoje demonstrámos que somos uma instituição viva, que não se acomoda, que investe e trabalha diariamente para construir o futuro», concluiu o comandante, agradecendo o apoio da Direção dos Bombeiros e da Câmara Municipal, a quem garantiu que todo o investimento feito tem retorno na segurança das pessoas e bens. O autarca manifestou vontade de reforçar o apoio às duas corporações e admitiu a criação de mais equipas de intervenção permanente. Ricardo Cruz enalteceu, também, o Campo de Treino e este caminho de descentralização», importante para garantir «uma maior capacitação dos nossos bombeiros», tornando-os «mais resilientes e mais capazes».|

Julho 2, 2026 . 07:30

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