
Miranda do Corvo cria "laboratório" para desafios demográficos
Miranda do Corvo quer inverter as trajetórias demográficas negativas e redesenhar o desenvolvimento local, apostando em estratégias que possam atrair famílias ao concelho. E é com estes objetivos definidos que se prepara para lançar o Miranda Family Lab, que vai ser oficialmente apresentado na próxima terça-feira, numa conferência que coloca em cima da mesa os desafios demográficos.
O Miranda Family Lab assume-se como «laboratório territorial inovador que visa redesenhar o desenvolvimento local e posicionar o concelho como uma referência na atratividade para as famílias», afirma o município, que assume que o projeto «nasce com o objetivo de inverter trajetórias demográficas negativas apostando na qualidade de vida como principal motor de crescimento económico e coesão social».
O “laboratório” reúne um ecossistema institucional alargado, incluindo universidades, entidades europeias e organizações de inovação social. Estrutura-se em cinco pilares fundamentais de experimentação. Entre os principais focos, destaca-se a criação de um ambiente amigo das famílias, que promove o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, além de apoios à natalidade e educação. Paralelamente, pretende fomentar uma "Comunidade que cuida", valorizando as relações intergeracionais, a integração de novos residentes e a requalificação do espaço público e habitacional, tornando o concelho mais moderno e acolhedor.
Projeto arranca terça-feira na Casa Amarela
Marcando o arranque deste projeto, na terça-feira, na Casa Amarela, decorre a conferência “Miranda Family Lab”, que vai debater as estratégias de fixação de famílias e os novos paradigmas de inovação social em territórios de baixa densidade. A sessão de abertura será presidida pelo presidente da Câmara de Miranda do Corvo, José Miguel Ferreira, e o encerramento será da responsabilidade de Filipe Almeida, presidente da Portugal Inovação Social. “Famílias, natalidade e competitividade territorial”.
“É preciso uma aldeia inteira para a educação uma criança?” e “Os pequenos territórios podem liderar a inovação social?” são os três temas que vão nortear as intervenções previstas por especialistas, académicos e decisores políticos que vão participar no encontro.










