
Visitantes e expositores aplaudem Feira do Livro no Parque da Cidade
Eloïse, Anaëlle e Mathilde são jovens estudantes francesas, a terminar o mestrado em Medicina Veterinária na Escola Universitária Vasco da Gama, e com viagem marcada de regresso a casa para o final do mês. As três amigas, já com a nostalgia da despedida, fizeram questão de visitar a Feira do Livro de Coimbra e dali levar obras que também vão fazer parte das memórias da passagem de cinco anos pela cidade dos estudantes.
Anaëlle não resistiu a comprar “The Adventures of Tom Sawyer”, de Mark Twain, e “The Egytian Book of the Dead: Wisdom of the Ancient Papyrus of Ani ” e só não comprou mais livros, devido às limitações da bagagem do avião.
Até 28 de junho, o Parque Manuel Braga recebe a 47.ª edição da Feira do Livro de Coimbra e, ao longo de 10 dias, o evento, que dispõe de cinco espaços de programação (Auditório Teolinda Gersão, Estação Elevatória de Coimbra – Biblioteca Carlos Fiolhais, Esplanada/Varanda da Estação Elevatória, Coreto e Espaço Crianças e Famílias), recebe cerca de 90 atividades e conta com a participação de 60 expositores, que representam mais de 200 chancelas editoriais, dando também atenção aos agentes de Coimbra (livrarias, alfarrabistas e projetos editoriais).
O regresso ao Parque da Cidade da feira que celebra o livro agrada a expositores e visitantes, pelo menos nas primeiras impressões recolhidas pelo Diário de Coimbra, pouco depois da inauguração oficial.

Camila Afonso reside a uma hora de Coimbra e, ontem, foi propositadamente ao certame, com a finalidade de encontrar uma obra específica. Sobre a localização no Parque da Cidade, não tem dúvidas de que «é melhor e mais espaçoso» do que na Praça do Comércio (Praça Velha), onde decorreu nos últimos anos.
Também Elsa Ligeiro, da “Alma Azul”, aplaude as condições. «O espaço é ótimo, pelo menos é mais fresco», comentou.
Luís Freches, no espaço da Livros dos Sonhos, Minutos de Leitura e Europrice, é também presença habitual na Feira do Livro de Coimbra e, embora tenha as melhores expectativas para a 47.ª edição, salientou que, na Praça Velha, «ia muita gente almoçar à Baixa e ia à Feira do Livro». «Aqui quem vem é para comprar», frisou.
“A árvore das palavras”, de Teolinda Gersão, é o mote desta edição da Feira do Livro de Coimbra, que celebra a vida e obra da escritora natural desta cidade. Cristina Robalo Cordeiro, José Pacheco Pereira e Pedro Lamares são curadores.
Margarida Mendes Silva, vereadora da Cultura da Câmara Municipal, destacou a participação das estruturas e associações «no desenho da programação da Feira do Livro 2026, que «reconhece» o Parque Manuel Braga «como uma zona nobre da cidade».

“Livro não só tem função cultural, como a função educadora”
O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra lança o desafio para que todos visitem a Feira do Livro, a decorrer «num espaço privilegiado da cidade».
«Podemos e devemos incutir o gosto pela leitura às nossas crianças, aos nossos alunos, aos nossos adolescentes e trazê-los à Feira do Livro para ganharen cada vez mais paixão pelo livro», salientou Miguel Antunes, considerando que «o livro
não só tem a sua função cultural, como a função educadora», especialmente entre os mais novos.
Como tal, continuou, «precisa de ganhar um lugar ainda de mais destaque no seio das nossas famílias».
Na cerimónia de abertura, Pedro Geirinhas, presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra, destacou «a envolvência» da empresa municipal na Feira do Livro, disponibilizando a Biblioteca Carlos Fiolhais e a esplanada para eventos.











