
Concerto Janelas Abertas celebra António Fragoso
As janelas do solar de António Fragoso, na Pocariça, concelho de Cantanhede, voltam a abrir hoje para o VII Concerto das Janelas Abertas, que decorre a partir das 20h00, na casa do compositor e pianista que nasceu em 1897 e faleceu, na Pocariça, em 1918. A iniciativa promovida pela Associação António Fragoso, volta a recriar os históricos serões que marcaram a família Fragoso e que, segundo o sobrinho de António Fragoso, Eduardo Fragoso, enchiam o largo da aldeia com cadeiras trazidas pelos habitantes que queriam ouvir música «num silêncio quase sepulcral».
O concerto abre com a entrega de prémios do Concurso de Composição António Fragoso, seguindo-se a atuação do pianista Júlio Gonçalves, único presente em todas as edições, que interpreta as “Três Mazurcas” de Fragoso e o “Estudo opus 25, n.º1” de Chopin.
A noite prossegue com o ensemble francês Trio Pangea, que apresenta o “Trio Opus 2” de António Fragoso, peça que alguns musicólogos consideram a sua melhor obra. A formação composta por Bruno Belthoise, Leo Belthoise e Sara Chordà tem divulgado a música do compositor por toda a Europa.
A Orquestra Clássica do Centro, dirigida pelo maestro Diogo Costa, assume a segunda parte do programa com as estreias mundiais das obras Centelha, de Rodrigo Pinto, e Coimbra, de Afonso Martins, ambas distinguidas no Concurso de Composição António Fragoso 2026. Seguem-se interpretações de peças marcantes do reportório fragosiano, entre os quais o “Nocturno em Si bemol menor”e a “Canção da Fiandeira.
Antes destas obras, sobem ao palco os cantores Annalisa Ferrarini (soprano) e Filiberto Bruno (barítono), que interpretam canções de Donizetti, Mozart e Fragoso.
Com apenas 21 anos de vida, António Fragoso deixou 45 obras que, afirma a Associação António Fragoso, «são já consideradas como imortais» e que continuam a inspirar músicos e investigadores.











