
Carlos Robalo Cordeiro identifica desafios na UC
Carlos Robalo Cordeiro, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), candidata-se a reitor «em nome do futuro» da instituição de ensino superior. Em texto de opinião que publicamos na página 9 desta edição, o médico pneumologista revela-se grato pelo «muito de bom que tem sido feito» pelas anteriores equipas reitorais, tendo a convicção de que «outro tanto haverá para fazer» no mandato 2027/2031.
Sem querer apresentar no atual momento um programa de candidatura, porque há «uma equipa reitoral em funções que merece todo o respeito e o nosso maior apoio até ao último dia do mandato», Robalo Cordeiro estabelece, no entanto, prioridades e analisa alguns desafios.
«O meu primeiro compromisso é com a missão de serviço público da Universidade de Coimbra, que deve inspirar todo o pensamento estratégico, assim como o processo de tomada de decisão nas mais variadas matérias», escreve o candidato, ao vincar que «a UC existe para formar bons profissionais e melhores cidadãos, num ambiente de cooperação, de interação de culturas e de saberes, de independência, de tolerância e de diálogo».
Eleito por quatro vezes diretor da FMUC e membro do Conselho Geral entre 2016 e 2019, Carlos Robalo Cordeiro, que já tinha aberto a possibilidade de candidatura no início do mês, sente que está «em condições de governar a UC com visão equilibrada, de forma enérgica e com muita empatia, para bem da instituição e da própria cidade de Coimbra». Uma das «causas maiores por que me baterei», sublinha, «é precisamente a de um entendimento profícuo e permanente entre as lideranças da UC e da cidade», porque há muito «a ganhar com isso».
Carlos Robalo Cordeiro admite estar "em condições de governar a UC com visão equilibrada"
«Tenho noção dos desafios que as universidades enfrentam, com os avanços da era digital, globalização da cultura e da ciência, o envelhecimento da população, a transição climática, a sustentabilidade, entre outros fatores de mudança acelerada», assinala, ao referir também o novo Regulamento Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), aprovado recentemente e que «obrigará a ajustamentos criteriosos, com a flexibilização do sistema binário (Universidades - Universidades Politécnicas), novas variantes de acreditação dos cursos», e introduz «expetativas de reforço da autonomia». Mas também com «riscos de agravamento da precariedade laboral».
Ciente das fragilidades que subsistem na UC, o candidato a sucessor de Amílcar Falcão entende que «é importante que o alto nível de internacionalização se estenda aos estudantes de pós-graduação». Ou «que as decisões sejam apoiadas por dados em tempo real facultados por ferramentas inovadoras (…), e que os sucessos da investigação científica se alarguem a um maior número de unidades, incluindo Humanidades».
Carlos Robalo Cordeiro, que no tempo e lugar certos partilhará ideias e projetos, defende desde já que se construa um Plano Integrado de Bem-Estar Académico «polivalente, inclusivo e credível». Na mensagem pública lembra que a UC tem sido a sua vida e que quer «contribuir para a transformar profundamente e para melhor».
O novo RJIES determina a eleição do reitor por escolha direta de toda a comunidade académica, deixando de ser pelo restrito Conselho Geral (35 elementos, dez dos quais externos à instituição). Contudo, ainda não está decidido se o ato eleitoral, nos primeiros meses de 2027, será com as novas regras. No próximo dia 29 haverá reunião do Conselho Geral, com o ato eleitoral na ordem de trabalhos.











