
AF Coimbra ao lado do Norte e Soure e "ataca" Internacional
A Taça Nacional de futsal feminina está envolta em polémica e tudo já começou na semana passada sem que a Federação Portuguesa de Futebol tenha tomado uma posição firme sobre a falta de comparência do Internacional SC na visita ao Norte e Soure em jogo da penúltima jornada da competição e que seria decisivo para as contas do grupo.
Começamos por explicar que o "ombro a ombro" entre Norte e Soure e Arneiros já se sabia que seria decidido através do número de golos (marcados e sofridos) uma vez que na "Encosta do Sol" venceu a formação do Paleão por 3-2, já no Pavilhão Luís Batistas foi o emblema da AF Lisboa a vencer pelo mesmo resultado.
As últimas duas jornadas seriam, por tal, disputadas a "ferro e fogo" no que diz respeito ao apuramento para a final four onde três das quatro equipas presentes vão assegurar a subida ao Nacional da 2.ª Divisão, meta definida pelo emblema da AF Coimbra que esta época conquistou o campeonato Interdistrital Aveiro/Coimbra e a Taça AFC.
Contudo, na penúltima jornada e em pleno dia do jogo, o Norte e Soure foi informado que a formação do Internacional SC (última classificada e a equipa mais frágil da Série 3) não iria marcar presença no jogo de Soure. Soaram os alarmes no seio do emblema do Paleão porque o triunfo dentro das quatro linhas por números expressivos era já esperado, mas ficou-se por um 3-0 na secretaria e uma multa de cerca de 100 euros às alentejanas.
Ontem, num golpe de teatro na última jornada, o Norte e Soure fez o que lhe competia face às suas ambições e goleou - num reduto muito difícil - o Águias Unidas (3-8), mas em Évora houve um pouquíssimo comum 20-0 favorável ao Arneiros, para mais numa segunda fase de Taça Nacional.
O Norte e Soure emitiu de pronto um comunicado intitulado "Escândalo - indignação" e no qual é perentório: «É incompreensível aceitar um resultado destes numa competição nacional, sem colocar em causa a "Verdade Desportiva". Este clube não se resigna e vai à luta, atrás da verdade desportiva que tanto é enaltecida pelos órgãos máximos de quem organiza as competições».
Ao emblema do concelho de Soure juntou-se hoje a AF Coimbra que promete prolongar esta "guerra" junto da Federação Portuguesa de Futebol.
«A Associação de Futebol de Coimbra informa que remeteu, no dia 9 de junho de 2026, ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um ofício formal manifestando a sua posição relativamente aos acontecimentos verificados no jogo da Taça Nacional de Futsal Feminino, agendado para 6 de junho de 2026, no qual o Internacional SC não compareceu. A ausência da equipa visitante originou a atribuição administrativa do resultado de 3-0 ao CSCD Paleão Norte e Soure, com impacto direto e potencialmente decisivo na disputa pela qualificação, pois, à data dos factos, as equipas Norte e Soure e Arneiros encontravam‑se em empate técnico no confronto direto, sendo o critério de desempate a diferença de golos, com apenas dois golos a separá‑las», começa por escrever o comunicado da AF Coimbra.
Numa publicação assinada pelo presidente Vítor Simões reforça que a vitória de ontem do Norte e Soure seria suficiente, não fosse o resultado do jogo de Évora. «A AFC considera que a falta de comparência do Internacional SC influencia diretamente o apuramento, uma vez que, o encontro Arneiros x Internacional SC, como se previa de baixa exigência competitiva, terminou com o resultado de 20-0 para o Arneiros, que anula a vitória, por 8-3, do CSCD Paleão Norte na deslocação ao Águias Unidas, e que, à primeira vista, conferia uma vantagem robusta e suficiente ao nosso filiado para garantir a qualificação», escreveu a entidade que tutela a modalidade.
Para a AFC, esta assimetria gerou «vantagem artificial», «lançando uma indesejável suspeição sobre a fase decisiva da prova». «Perante a gravidade da situação, a Associação de Futebol de Coimbra solidariza-se com o CSCD Paleão Norte e Soure e irá reforçar a tomada de posição já assumida junto da FPF, solicitando que este caso seja avaliado de imediato e definidas as medidas necessárias para restabelecer a equidade competitiva, garantindo que nenhum clube é prejudicado por comportamentos alheios ao espírito e às regras da competição. A AF Coimbra reafirma a sua total disponibilidade para colaborar no apuramento de todos os factos e sublinha a importância de uma decisão célere, capaz de preservar a integridade da prova», concluiu o documento.
Comunicado da AF Coimbra
Falta de comparência do Internacional SC – Impacto na Taça Nacional de Futsal Feminino
A Associação de Futebol de Coimbra informa que remeteu, no dia 9 de junho de 2026, ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um ofício formal manifestando a sua posição relativamente aos acontecimentos verificados no jogo da Taça Nacional de Futsal Feminino, agendado para 6 de junho de 2026, no qual o Internacional SC não compareceu.
A ausência da equipa visitante originou a atribuição administrativa do resultado de 3–0 ao CSCD Paleão Norte e Soure, com impacto direto e potencialmente decisivo na disputa pela qualificação, pois, à data dos factos, as equipas Norte e Soure e Arneiros encontravam‑se em empate técnico no confronto direto, sendo o critério de desempate a diferença de golos, com apenas dois golos a separá‑las.
A AFC considera que a falta de comparência do Internacional SC influencia diretamente o apuramento, uma vez que, o encontro Arneiros x Internacional SC, como se previa de baixa exigência competitiva, terminou com o resultado de 20-0 para o Arneiros, que anula a vitória, por 8-3, do CSCD Paleão Norte na deslocação ao Águias Unidas, e que, à primeira vista, conferia uma vantagem robusta e suficiente ao nosso filiado para garantir a qualificação.
Ocorre, assim, uma assimetria entre adversários diretos, gerando vantagem artificial, confirmada pelo resultado de 20–0 obtido pelo Arneiros frente ao Internacional SC, lançando uma indesejável suspeição sobre a fase decisiva da prova.
Perante a gravidade da situação, a Associação de Futebol de Coimbra solidariza-se com o CSCD Paleão Norte e Soure e irá reforçar a tomada de posição já assumida junto da FPF, solicitando que este caso seja avaliado de imediato e definidas as medidas necessárias para restabelecer a equidade competitiva, garantindo que nenhum clube é prejudicado por comportamentos alheios ao espírito e às regras da competição.
A AF Coimbra reafirma a sua total disponibilidade para colaborar no apuramento de todos os factos e sublinha a importância de uma decisão célere, capaz de preservar a integridade da prova.
O Presidente da AF Coimbra
Vítor Simões











