
Coimbra Bauhaus promove bem-estar das populações
“Diálogos Regionais para a Natureza e o Sentimento de Pertença” foi o tema do primeiro evento do Coimbra Bauhaus, polo regional de um projeto europeu, coordenado pela Universidade. Com debates, mesas redondas e painéis que juntaram de oradores de diferentes áreas na Casa das Artes de Penacova, a iniciativa permitiu perceber como conceitos abstratos estão a tornar-se projetos e aplicações práticas nas comunidades.
Para melhor contextualização, diga-se que a sustentabilidade, inclusão e qualidade da experiência são princípios do New European Bauhaus. Ou seja, conceitos que envolvem a ideia do bem-estar, inclusão e beleza, procurando-se que se materializem nos territórios. O Coimbra Bauhaus Local Chapter, criado em dezembro, junta instituições académicas, científicas, culturais e autarquias, entre outros parceiros, com o objetivo de desenvolver projetos inovadores e criativos.
No final dos trabalhos, que incluíram uma visita à Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, o vice-reitor Delfim Leão explicou que o primeiro evento procurou colocar em contacto experiências de vários municípios e projetos que estão a ser colocados no terreno, incluindo os que são financiados pela Europa.
«Foi extremamente interessante, porque vemos a maneira como um conceito abstrato, de sustentabilidade, bem-estar ou beleza, se traduz em termos práticos, com benefícios para as populações», considerou o vice-reitor da Universidade de Coimbra para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta. Simbolicamente, acrescentou o coordenador do Coimbra Bauhaus, decorreu em Penacova, que se tem empenhado nesta área, mas estiveram também representantes de projetos em Miranda do Corvo, Coimbra, ou Montemor-o-Velho.
Foram apresentados «desafios variados, como, por exemplo, de criar bolsas verdes em espaço urbano ou como envolver e tornar a ativa a população envelhecida de zonas que estão a perder densidade demográfica». Ou como, prosseguiu, «dar qualidade à vida às pessoas, envolvê-las naquilo que são as discussões», sem esquecer o papel essencial que têm as associações que, nos municípios, acolhem quem nos visita.










