
O “Pequeno Tigre” Rocha recebeu o maior dos abraços [Fotogaleria]
«Existia gente que vinha a Coimbra ver os jogos só para ver o Rocha em campo». Podiam ser outras, das muitas que foram ditas e contadas, mas numa e apenas numa frase resume o que foi um jogador lendário para a Briosa. Augusto Rocha, o “Pequeno Tigre” da Académica, foi ontem homenageado na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (FCDEF/UC) a propósito da 43.ª instância de “Conversas da Casa da Lusofonia da UC” que teve como tema, precisamente, a “AAC/OAF, Clube de Gerações”.
Familiares, antigas glórias, atuais jogadores, direção, amigos, entidades e mais, todos quiseram “abraçar”o antigo atleta, atualmente com 91 anos, que foi jogador da Académica entre 1956 e 1971, tendo completado 373 encontros ao longo de 15 anos. Rocha vestiu, também, a camisola das “quinas” por sete ocasiões e, a última de todas, diante do Brasil (vitória por 1-0 de Portugal), proporcionou mesmo uma fotografia entre duas lendas: Pelé, um dos melhores de sempre no mundo do futebol, e Rocha, um dos melhores de sempre dos “capas negras”.
«Estas cerimónias e homenagens são mesmo para serem feitas em vida. É um momento justo, merecido e devido. Esta homenagem a Augusto Rocha é uma homenagem a toda uma geração de jogadores que fizeram da Académica um clube diferente e que andou de mãos dadas com a própria história de um país», salientou João Calvão da Silva, Vice-Reitor para as Relações Externas e Alumni da UC.
Joaquim Reis, presidente da Académica/OAF, enalteceu o distinguido como «a definição digna do elo entre o passado, o presente e o futuro da instituição». «Falar de Augusto Rocha é evocar a essência mais pura da mística da Académica. Não vestiu apenas a camisola negra mas deu uma magia e uma poesia inesquecível ao clube. O que inspira e emociona é a grandeza do seu caráter que não trocou Coimbra por nada, nem mesmo pelo Real Madrid», acrescentou, ainda, o líder da turma escolar.
Primeiramente emocionado mas, depois, cheio de histórias para contar, Mário Campos, do Núcleo de Veteranos da Associação Académica de Coimbra/OAF, descreveu o instante com uma «grande alegria». «Esta é uma homenagem para todos os antigos jogadores do clube e para esta geração. É algo altamente meritório», reforçou, ainda, a glória dos estudantes.
«Figura unânime». Foi desta forma que Jorge Castilho, presidente da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra se referiu, também, a Rocha.
Por parte de José Machado, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), ficou o elogio: «Rocha é a personificação do ADN Briosa e parte de um legado que nos foi deixado por uma grande geração de jogadores de futebol mas, também, de homens».
O treinador António Barbosa e o jogador Marcos Paulo também participaram na “mesa redonda” que antecedeu a cerimónia e puderam, mais uma vez, sentir todo este “abraço” que faz da Académica algo muito maior que um simples clube de futebol.











