
Petição em “banho-maria” preocupa promotor
«Passaram seis meses e nada!», o desabafo é de Rui Marques, promotor da petição para a reativação da 2.ª Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da PSP de Coimbra, entregue na Assembleia da República em julho de 2025. A audição realizou-se a 19 de dezembro e o relatório foi “fechado” a 7 de janeiro. Deste então nada mais aconteceu e o «debate em plenário continua sem data marcada».
Rui Marques encara a situação com «estranheza» e está disposto a aproveitar uma anunciada visita do ministro da Administração Interna a Coimbra, prevista para o próximo dia 1 de julho, para questionar o governante ou, pelo menos, colocá-lo a par da situação. «Pode ser coincidência ou não, mas os “casos” têm vindo a aumentar», afirma, referindo-se particularmente ao grande número de assaltos que se têm verificado e ao sentimento de insegurança que se sente crescer, particularmente em algumas zonas da cidade. O promotor da petição quer saber o que pensa o governante, antigo diretor da Polícia Judiciária, sobre esta situação e sensibilizar Luís Neves para o que se passa em Coimbra.
Uma palavra igualmente para o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, a quem a priori compete o agendamento do debate, nos termos do exercício do direito de petição.
«Não podemos calar a voz de Coimbra», afirma Rui Marques, também ele com uma vida profissional ligada à segurança, que lembra que a petição representa 10.575 assinaturas. «São 10.575 vozes de Coimbra em protesto, não são meia dúzia», faz notar.
Petição já conta com mais de 10 mil assinaturas
Um protesto e um alerta para a necessidade de recuperar a 2.ª EIP da PSP de Coimbra, desativada em fevereiro de 2024. Não se trata, sublinha, de fazer qualquer crítica à atuação das restantes equipas policias, que têm o seu espaço e funções, mas sim de enaltecer a «proximidade com o cidadão» que esta equipa conseguiu, «na Baixa e em toda a cidade».
«Estes homens andavam sempre nas ruas, passavam nos locais mais críticos da cidade, a olhar por nós e pela nossa segurança», refere, citando as muitas mensagens de cidadãos, que enaltecem o «policiamento de proximidade» que a equipa promovia, com efeitos dissuasores para quem pretendia cometer infrações, de que também resultava um «sentimento de segurança» para os moradores e comerciantes.
Palavras como «respeito» e «confiança» fazem parte do vocabulário usado para definir a atuação destes profissionais que «fazem falta ao serviço da cidade», afirma o promotor da petição, que continua à espera de respostas. Para já da Assembleia da República e, depois, da tutela.










