
Ministro das Finanças considera desnecessária subida das taxas de juro pelo BCE
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou esta quinta-feira que a subida das taxas de juro anunciada pelo Banco Central Europeu (BCE) devido às pressões inflacionistas na região do Médio Oriente "não era absolutamente necessária".
O governante explicou que "esta é uma crise diferente da de 2022", provocada pela invasão russa da Ucrânia, que levou a máximos da inflação. "O Banco Central Europeu, em todo caso, decidiu subir as taxas de juros, mas estamos numa situação muito diferente, quer do ponto de vista da inflação, quer do ponto de vista das taxas de juros do Banco Central", acrescentou.
Joaquim Miranda Sarmento referiu ainda que o BCE teve uma ação muito importante em 2022 e que a decisão de subir as taxas de juro foi um "primeiro sinal ao mercado", mas manteve a opinião de que "podia não ter dado este sinal" e respeita o mandato e a independência da instituição.
Estas declarações foram prestadas no Luxemburgo, à chegada para a reunião do Eurogrupo.










