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Enigmas para desvendar num Escape Room que funciona... na biblioteca

Desafio é lançado a grupos com o máximo de quatro participantes que vão descobrir a lenda do aviador através de enigmas. Entram por um armário e têm 60 minutos para chegar à saída

Aparentemente é um armário com roupas à vista, mas lá dentro é muito mais. Atravessando as portas de madeira, e já depois da descoberta de um primeiro enigma que dá acesso à chave de entrada, há um mundo desconhecido para desvendar. E são 60 minutos apenas para solucionar os enigmas, conhecer a lenda do aviador e encontrar a porta para a saída.
O Escape Room em causa é, à partida, como todos os outros: enigmas para desvendar e pistas para descobrir numa aventura imersiva cujo objetivo é encontrar a saída. O que o torna diferente é que todo ele se desenrola... dentro de uma biblioteca. A Biblioteca Municipal de Penacova é, pois, o espaço que acolhe livros e tantas outras atividades e agora, mais recentemente, este jogo de mistérios que está preparado para receber grupos até quatro elementos de todas as idades, em família ou simplesmente entre amigos. A única condição é que um dos elementos do grupo seja maior de idade.
Sem desvendar muito da experiência que se pretende proporcionar, sabe-se que este é um projeto que parte da lenda do aviador, para dar a conhecer um pouco da história de Penacova. O aviador, numa das viagens que fazia ao concelho para visitar a sua amada Ofélia, aterrando no Reconquinho, à beira do Mondego, acabou certo dia por se despenhar. Os destroços foram entregues à sua amada que, numa das suas caminhadas, acabou por desaparecer misteriosamente... Aqui começa a missão dos participantes no Escape Room: perceber o que aconteceu.
«Observação minuciosa, lógica e, sobretudo, trabalho de grupo» é o que se pede a quem participa, explica a bibliotecária Beatriz Rodrigues, garantindo que os participantes «só conseguem cumprir com sucesso a missão se dialogarem uns com os outros».

"As pistas estão dispersas pelo espaço todo. Por vezes estão mais visíveis, outras vezes estão encobertas e até dissimuladas em mecanismos"

Observação minuciosa, lógica e, sobretudo, trabalho de grupo é o que se pede a quem participa

Ultrapassada a primeira etapa - abrir o armário - entra-se na divisão onde verdadeiramente começa a aventura. E mais não se revela, dizendo-se apenas que todo o cenário foi montado com objetos antigos e reciclados capazes de envolver os participantes numa missão que tem tanto de lúdica como de cultural, mas envolta sempre em mistério q.b. A meia luz do espaço e a necessidade de utilização de lanternas criam uma atmosfera imersiva em que os participantes mergulham apenas munidos de um lápis e um papel, onde podem ir anotando os resultados da sua investigação. Telemóveis e outros acessórios ficam à porta, não vá alguém ser tentado a “googlar” ou a pedir ajuda de terceiros.
«As pistas estão dispersas pelo espaço todo. Por vezes estão mais visíveis, outras vezes estão encobertas e até dissimuladas em mecanismos», revela Beatriz Rodrigues.
No final fica a certeza de que uma biblioteca pode ser muito mais do que um espaço de livros e de leitura. «Não é só um depósito de livros, mas sim um depósito cultural. Damos cultura às pessoas», salienta a bibliotecária, convicta que este é um projeto único que surge «voltado para a visão mais atual do que é uma biblioteca» e que pretende ser uma proposta para todas as idades, «com teor familiar».
Apesar de ser um projeto focado na história do Município de Penacova, Sara Martins, técnica superior da Biblioteca Municipal e uma das responsáveis pelo projeto, garante que qualquer pessoa está apta a participar, independentemente da sua origem e idade. O projeto, diz ainda, foi apresentado no Dia do Município e tem estado em fase de “afinação”, estando agora oficialmente preparado a receber os “descobridores”. Quem já participou, a título experimental, fica «impressionado» logo com a entrada, através de um armário instalado na biblioteca.

Junho 8, 2026 . 08:30

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