
Banco Alimentar recolheu 74.500 toneladas de alimentos
O Banco Alimentar Contra a Fome de Coimbra recolheu 74.500 toneladas de alimentos na sua mais recente campanha de recolha presencial, realizada no fim de semana de 30 e 31 de maio. Embora o balanço nacional tenha registado uma subida de 2,5%, o distrito de Coimbra apresentou uma ligeira quebra relativamente à campanha anterior – angariou menos 6.500 toneladas face às 80 toneladas conseguidas em maio de 2025.
A operação, que decorreu entre Oliveira do Hospital e a Figueira da Foz, mobilizou, de acordo com João Paulo Craveiro, «1.800 voluntários» distribuídos por aproximadamente 150 superfícies comerciais de todo o distrito. «Saliente-se que este número não reflete apenas a presença nas superfícies comerciais, mas também as pessoas envolvidas no armazém e no transporte dos bens alimentares», referiu, ao Diário de Coimbra, o presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Coimbra.
O responsável, todavia, reconheceu «algumas dificuldades em encontrar voluntários» para o desenvolvimento desta campanha de fim de semana, explicando que a mesma «coincidiu com a realização da semana da Queima das Fitas de Coimbra». «A grande maioria de voluntários são jovens e daí a razão para essa dificuldade», destacou.
Campanha de maio de 2027 marcada para "8 e 9 de maio"
Contudo, João Paulo Craveiro mostrou-se «satisfeito» e «agradeceu» a todas as pessoas que contribuíram com o número de bens recolhidos, adiantando que a campanha de maio de 2027, que é agendada em conjunto com os 21 bancos nacionais, está marcada para os «dias 8 e 9 de maio», o que poderá beneficiar o distrito de Coimbra em termos de voluntariado.
Os alimentos recolhidos servem para abastecer os cabazes e refeições de 68 instituições parceiras da região, prestando apoio regular a cerca de 11.000 pessoas com carências alimentares validadas. Leite, arroz, massas, óleo, azeite e conservas, alimentos não perecíveis de primeira necessidade, estão entre os produtos mais doados.
João Paulo Craveiro recorda, porém, que a distribuição não é apenas feita nas instituições parceiras que recebem alimentos todos os meses, uma vez que existem mais 112 instituições beneficiárias.
O Banco Alimentar Contra a Fome, recorde-se, não distribui os alimentos diretamente a particulares em regime livre.












