
Giro: Eulálio ouviu o público gritar "Afonso, Afonso" enquanto festejava com Vingegaard
O ciclista figueirense Afonso Eulálio confessou que foi um privilégio partilhar o pódio final da 109.ª Volta a Itália com o campeão Jonas Vingegaard, “um dos melhores ciclistas de sempre”, e ouvir o público gritar o seu nome em Roma.
“É um prazer partilhar o pódio com o Jonas, que é um dos melhores ciclistas de sempre. Estar lá com ele é de loucos. Vi os filhos e a mulher dele, todos a gritar o meu nome “Afonso, Afonso”… é inacreditável”, descreveu em declarações aos meios oficiais da Volta a Itália.
Aos 24 anos, o português da Bahrain Victorious foi o melhor jovem da 109.ª edição, que hoje terminou em Roma com Vingegaard como vencedor, subindo ao pódio final para vestir a ‘maglia bianca’, conquistada graças ao seu sexto lugar na geral.
“Quando chegar a casa, tiver um tempo para descansar e estar tranquilo, vou começar a pensar que fiz top 10 no Giro”, respondeu, depois de ter reconhecido que ainda não conseguiu assimilar o seu feito.
O figueirense vai regressar a Portugal com o título de melhor jovem numa prova que liderou durante nove dias, sendo o segundo luso que mais tempo o fez apenas atrás de João Almeida (15 em 2020), e o terceiro melhor resultado de sempre de um português em 109 edições.
“Às vezes, faço coisas muito boas, como no ano passado fiz top 10 nos Mundiais [foi nono]. Às vezes, sigo o [Tadej] Pogacar, mas ainda tenho tanto para aprender. Vou continuar a trabalhar e a aprender e espero fazer mais coisas boas no futuro”, salientou.
Eulálio disse ainda gostar “mesmo da Volta a Itália”, garantindo que quer regressar no futuro.
“Não sei se para o ano, tenho de ver com a equipa. Mas quero regressar. No meu primeiro ano com a equipa, disse que era a minha corrida favorita. Estreei-me em grandes Voltas aqui, voltei e fiz este Giro fantástico”, notou.
"Foi um sonho viver este Giro, foi incrível", afirmou o figueirense
Na sua segunda participação em grandes Voltas, depois de ter desistido na antepenúltima etapa da passada edição da prova italiana, o antigo campeão nacional de fundo de sub-23 (2022) tornou-se também no terceiro luso a conquistar uma camisola no Giro e o segundo a vencer a juventude, após João Almeida há três anos.
“Foi um sonho viver este Giro, foi incrível […]. Agora, quero desfrutar do que vivi e desligar da bicicleta e, quando regressar, fazê-lo pouco a pouco. E, depois sim, ver com a equipa o que posso fazer”, disse numa posterior entrevista na zona mista, em Roma.
Para Eulálio, melhor do que trazer a camisola branca para Portugal só mesmo “olhar para todas as pessoas” que estiveram à sua volta e a trabalhar consigo e “ver como estão contentes”.











