
SRAM investe 57,5 ME em Coimbra e cria 527 novos postos de trabalho
A multinacional norte-americana SRAM, especialista em componentes de bicicletas, vai concretizar, em Coimbra, aquele que é, «provavelmente, o segundo maior investimento realizado na história da empresa, ao avançar com a segunda unidade industrial na cidade, que prevê a criação de 527 novos postos de trabalho, salientou Ken Lousberg, CEO da SRAM.
O contrato de investimento de 57,5 milhões de euros entre a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, em representação do Estado Português, e a SRAMPORT foi ontem assinado.
Na cerimónia, Ken Lousberg explicou que a nova unidade industrial terá cerca de 25 mil metros quadrados e, com os mais de 500 novos postos de trabalho, a empresa ultrapassará os 800 empregados e terá, em Coimbra, 19 linhas de produção.
«Somos uma empresa muito global. A Europa é o nosso maior mercado», salientou o CEO, explicando que, atualmente, a maior fábrica encontra-se em Taiwan, que tem cerca de 3.500 colaboradores.
No âmbito deste Contrato de Investimento, o apoio financeiro do Estado português ascende a aproximadamente 16,9 milhões de euros, sendo atribuído pela AICEP ao abrigo do Regime Contratual de Investimento e financiado por fundos nacionais
Presente na sessão, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, considera que a decisão do grupo norte-americano em investir em Coimbra «é um sinal claro de confiança em Portugal, na competitividade da nossa economia e na qualidade das nossas pessoas».
«Representa também o reconhecimento da capacidade da SRAM Portugal e da sua equipa, bem como do posicionamento do nosso país nas cadeias de valores internacionais», acrescentou o governante, ao referir que «o crescimento económico é a primeira prioridade económica deste governo».

Na perspetiva de Castro Almeida, «Portugal precisa crescer mais, crescer melhor e crescer de forma sustentável e esse crescimento só será possível com mais investimento, mais inovação e mais exportações.
Ora, sublinhou o ministro, «este projeto é um exemplo do tipo de investimento que queremos atrair para Portugal: investimento industrial, intensivo em tecnologia, com forte ligação às cadeias de valor globais e com impacto direto no território».
É que, continuou Castro Almeida, para além do impacto económico, este projeto tem um impacto social «muito relevante». «Permitirá um aumento significativo da atividade da empresa, com um volume de negócios projetado à ordem dos 166 milhões de euros, assente numa forte orientação exportadora. E terá igualmente um impacto direto nas pessoas, com a criação de mais de 500 novos postos de trabalho, muitos dos quais qualificados», salientou.
«É este o tipo de crescimento que queremos. Mais valor acrescentado, mais emprego qualificado e mais capacidade industrial. Portugal só crescerá de forma sustentável se aumentar as suas exportações», adiantou, com a certeza de que «investimento é o principal motor da transformação económica que Portugal precisa», devendo o Estado «criar condições e garantir estabilidade».












