
Sentimento “agridoce” é sinónimo de finalistas
A Queima das Fitas chega hoje ao fim para muitos estudantes, sendo o dia de amanhã dedicado aos “antigos”. No caminho para se tornarem alumni, os finalistas chegam a esta semana de festa com sentimentos diversos, muitas vezes agridoces. É o fim de um ciclo, mas o início de um novo que traz novas vitórias e novos desafios, tornando a Queima num momento de saudosa despedida.
Entre os vários grupos presentes na festa, os finalistas normalmente saltam mais facilmente à vista: de cartola colorida na cabeça e bengala pendurada no braço ou levantada bem alto, muitos deles não abdicam da mítica frase “finalista pode tudo”. E é a “dar tudo” que chegam à festa, cheios de energia, memórias e amigos para comemorar este ciclo que se fecha.
«O mestrado foi uma dinâmica um pouco diferente em comparação à licenciatura, mas no geral está tudo orientado, está feito», contou Mariana Ribeiro, que se encontra na reta final do mestrado em Ciências da Educação. A, ainda, estudante partilhou a opinião de que «quanto mais educação, melhor», sublinhando que apesar das diferenças “inesperadas”, «valeu a pena» completar o mestrado.
Moradora numa residência universitária durante cinco anos, partilhou a festa da Queima das Fitas com as colegas de casa, que fizeram sempre parte deste percurso. «Criámos uma grande ligação. Conhecemo-nos no nosso ano de caloiras, e [a amizade] durou até agora», conta.
Como finalista, explicou ao Diário de Coimbra que vem «quase todos os dias» a esta semana de diversão, mas com um sentimento diferente. «É um sentimento agridoce. É estranho porque é um ambiente que eu conheço e que estou habituada a vir, mas agora sempre que aqui venho sinto que pode ser a última vez que o estou a fazer», admitiu Mariana.
Bastante animadas, Rita Freixo e Inês Portugal, finalistas de Medicina, aproveitam os últimos momentos de festa antes de terminarem por completo o seu percurso por Coimbra. Juntamente com os amigos, também de Medicina, “invadem” o recinto cheias de energia e diversão. «É bom estar do lado de fora do carro», revelam as jovens em análise ao passado domingo, dia de Cortejo, continuando, «é um momento muito feliz porque, nós sempre vimos os outros anos a ser finalistas e agora é a nossa vez».

Presentes em «todas» as “Queimas” ao longo dos seus anos de estudos, admitem ter gostado «muito» da última (2025), mas que esta também está a ser «muito boa». «É difícil! Esta, ainda por cima, ainda está a acontecer, portanto só no fim é que podemos tirar uma conclusão». Como finalistas, porém, há uma emoção diferente. «Estamos a vivenciar tudo pela “última vez”, então é diferente. Provavelmente estamos com muitas pessoas que não vamos voltar a ver tão facilmente e isso é mesmo diferente», indicaram.
Rita e Inês explicam, ainda, que há uma «forte ligação» entre os diferentes grupos de finalistas, principalmente «a bater as bengalas».
Amanhã será o último dia da Queima das Fitas, num dia que junta atuais e antigos estudantes para ouvir alguns dos “hits” que marcam várias gerações, com atuações de Yves Larock, GNR e Fingertips. O valor de bilhetes vendidos neste dia especial reverte para o fundo de apoio social da Associação Académica de Coimbra, que será distribuído em bolsas para estudantes no próximo ano letivo, uma iniciativa que tem sido um sucesso nos últimos anos.











