
Empresários de Poiares pedem solução urgente para reabertura da EN2 fechada há quatro meses
A Associação Empresarial de Poiares (AEDP) defende uma articulação reforçada entre as várias entidades para a reposição da circulação na EN2, na localidade de Carvoeira, Penacova, uma via encerrada há cerca de quatro meses. Numa carta institucional dirigida à Infraestruturas de Portugal (IP) e a várias outras instituições, a AEDP manifesta «disponibilidade total para diálogo e parceria» e pede uma solução urgente para um problema que está a afetar os empresários de Vila Nova de Poiares que têm naquela via a sua principal ligação ao IP3.
«Esta é uma matéria que ultrapassa o interesse de uma única entidade. Pede-se a colaboração de todos – Estado, autarquias, empresas e cidadãos. A AEDP coloca-se, com toda a abertura, ao serviço de uma solução construída em conjunto e no mais curto espaço de tempo», defende, na missiva, a direção da associação empresarial.
O corte da EN2 na zona da Carvoeira foi provocado pela tempestade Kristin, em finais de janeiro, e desde então a circulação tem estado encerrada ao trânsito, «apesar de o troço afetado ter extensão inferior a 500 metros», diz a associação, que enviou cópia da carta da IP a oito outras instituições e políticos onde apresenta propostas de articulação e manifesta inteira disponibilidade para reuniões de trabalho «com a urgência que a situação justifica».
«Os empresários do concelho confiam na capacidade institucional do país para encontrar, em dialogo, uma resposta rápida», defende a AEDP.
Entre as propostas apresentadas pela associação de empresários, estão reuniões institucionais com a IP e os municípios da Vila Nova de Poiares e Penacova, bem como a «partilha de informação atualizada sobre o cronograma de intervenções, em formato útil, para os agentes económicos».
Também se reclamam medidas para a EN110, que atualmente está a ser utilizada como alternativa de circulação, nomeadamente reforço de sinalização, condicionamento de pontos críticos e fiscalização do tráfego pesado. A associação frisa que, neste caso, não está em causa os mais dois quilómetros de distância que esta via representa na circulação, mas antes a falta de segurança da estrada, «uma via estreita e sinuosa», com sucessivas «curvas e contracurvas» e atravessamento de povoações, em que os veículos pesados, devido à sua dimensão, frequentemente são obrigados a ocupar toda a faixa de rodagem.











