
João Portugal não se recandidata à liderança da Federação do PS
O PS vai a votos no dia 20 e será a primeira vez que se realizam, no mesmo dia, eleições para as Federações Distritais, para as Comissões Políticas Concelhias e para as estruturas distritais das Mulheres Socialistas.
E para todas estas estruturas haverá, tudo indica, mais do que uma lista.
João Portugal, atual presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, anunciou este fim de semana que vai recuar na sua anunciada recandidatura e justificou, em comunicado, a sua decisão.
«O cenário político evoluiu. Surgiram outras candidaturas e disponibilidades que respondem ao apelo de participação e renovação que motivou a minha decisão inicial.
Considero, por isso, que estão hoje reunidas as condições para abrir espaço a novos protagonistas e diferentes soluções políticas para a Federação de Coimbra», escreveu, acrescentando que o faz «com serenidade, sentido de responsabilidade e plena consciência de que o mais importante é preservar a estabilidade, a coesão interna e a capacidade do Partido responder aos desafios do distrito e das populações».
O prazo para a entrega de listas é o dia 5 de junho pelo que serão muitas as movimentações até lá, perfilando-se já três potenciais candidatos: o advogado e antigo vereador na Câmara da Lousã Américo Batista, o deputado e antigo presidente da Federação do PS Pedro Coimbra e o economista e antigo lider federativo Vitor Baptista.
Para a Comissão Política Concelhia de Coimbra, o atual presidente, Ricardo Lino, já assumiu a sua recandidatura.
«Acredito que o trabalho iniciado em 2022 e fortalecido em 2024 deve continuar, com mais ambição, mais unidade interna e exigência política que este novo ciclo impõe.
O Partido Socialista de Coimbra tem história, tem militantes, tem autarcas, tem responsabilidade e tem futuro», escreveu na redes sociais. Lino terá, pelo menos, a oposição de Rui Moreira Claro.
Como noticiámos, um grupo de socialista, que se reuniu na quarta-feira, entende que há uma «ausência total do atual presidente da estrutura partidária», é uma concelhia «que está num estado amorfo (…), sem intervenção e sem ideias norteadoras».
As disputas, ao que apurámos, vão também alargar-se à Estrutura Federativa de Coimbra das Mulheres Socialistas.
A atual presidente, Olga Nunes, vai recandidatar-se mas haverá um movimento de militantes que contesta a sua liderança e que está a preparar uma candidatura, faltando apenas anunciar o rosto que a vai encabeçar.












