
“Ensino superior precisa de espaço para afirmar diferenças”
Alexandre Gomes da Silva afirmou que o «ensino superior precisa de espaço para afirmar diferenças, construir percursos próprios e desenvolver modelos pedagógicos inovadores, capazes de responder aos desafios de um mundo em rápida transformação».
O presidente da instituição, ao discursar ontem no Dia da Coimbra Business School-ISCAC, considerou que a revisão do RJIES (Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior), ao abrir de forma «mais clara as instituições à colaboração pedagógica, científica e de investigação com entidades públicas e privadas, universitárias e politécnicos, nacionais e internacionais, cria condições para a concretização de projetos mais ambiciosos, mais interdisciplinares e mais próximos das necessidades do país e das regiões».
A maior autonomia institucional e financeira representa, na ótica do responsável, «uma oportunidade e uma responsabilidade acrescida», no sentido de que «exige visão estratégica, sustentabilidade e uma governação orientada para o impacto social, cultural e económico».
ISCAC reconheceu mérito académico dos alunos que se destacaram no ano letivo de 2024/2025
Mas essa transformação, acrescentou, «só poderá ser plenamente concretizada se for acompanhada por uma efetiva valorização do ensino superior público e por um modelo de financiamento estável, justo e coerente com as exigências colocadas às instituições».
«Não é possível pedir mais ambição, mais investigação, mais inovação e maior proximidade à sociedade sem garantir condições adequadas para cumprir essa missão», precisou.
«Importa, por isso, assegurar uma regularização legítima e equilibrada do financiamento do ensino superior, capaz de reconhecer, com igual dignidade, trabalho igual realizado em diferentes subsistemas».
No dia em que se celebrou a efeméride, Alexandre Gomes da Silva garantiu que o que hoje se vê «não nasceu de improviso, nasceu de uma construção persistente, paciente e estrategicamente orientada», sustentada em «11 licenciaturas e 13 mestrados, 24 cursos conferentes de grau», destacando a «licenciatura em Gestão de Recursos Humanos que iniciará no próximo ano e (21 outros cursos recentemente reestruturados e acreditados pelo período máximo) e mais de 40 pós-graduações, MBAs, cursos breves e microcredenciações».
Revisão do RJIES “cria condições para concretização de projetos ambiciosos e interdisciplinares”
O momento, além da conferência proferida por Pedro Rebelo de Sousa, Senior Partner e Fundador da SRS Legal, foi, igualmente, aproveitado para reconhecer o mérito académico dos alunos que, nas mais variadas licenciaturas e mestrados, se destacaram no ano letivo de 2024/2025. Nessa vertente foi atribuído a Cristóvão Monteiro o Prémio Alumni 2025».
Instituição “é verdadeiro exemplo de ligação ao território”
Cândida Malça adiantou que o ISCAC tem sabido afirmar-se como um «verdadeiro exemplo de ligação ao território», revelando ser uma escola de «portas abertas, próxima da comunidade, disponível para elaborar, ouvir, construir soluções e criar oportunidades». Para a presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) é ainda de «fundamental importância compreender os impactos da inteligência artificial, da digitalização, da sustentabilidade e das novas formas de trabalho», desenvolvendo «investigação aplicada e contribuir para a redução de problemas concretos das empresas, das instituições e da sociedade». «A atualização permanente do conhecimento não é uma opção, é uma necessidade. Porque quando deixamos de investigar, de questionar e de inovar, começamos inevitavelmente a estagnar. E um país que estagna perde competitividade e capacidade de captar talento», concluiu a responsável.












