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Sensações causadas por obras do Museu Machado de Castro dão origem a sarau

“Que gestos sou nos sons em que te vejo” é uma iniciativa do Plano Nacional das Artes, do MNMC, a que, este ano, se junta o Teatro Académico de Gil Vicente, envolvendo cerca de 150 alunos de seis escolas

Anjos músicos da escultura renascentista, motivos decorativos dos pratos da louça ratinha ou tapeçaria flamenga, entre outros elementos das coleções do Museu Nacional de Machado de Castro, serviram de inspiração à criação artística de crianças e jovens de seis escolas do país, que, terça-feira, às 16h30, sobem ao palco do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) para a apresentação final do resultado de um trabalho que teve início em outubro de 2025 e que inclui, por exemplo, oficinas de gastronomia ou visitas ao MNMC.

“Que gestos sou nos sons em que te vejo”, assim se chama a iniciativa, que, partindo das coleções do Museu Machado de Castro, explora a património imaterial associado às tradições locais e à cultura popular.

Trata-se de uma iniciativa do museu (cuja maioria dos espaços se encontra encerrado, devido a obras de requalificação) e do Plano Nacional das Artes, que, este ano, acrescenta um novo parceiro, o Teatro Académico de Gil Vicente.

De acordo com António Cerdeira, coordenador intermunicipal do Plano Nacional das Artes, “Que gestos sou nos sons em que te vejo” envolve cerca de 150 estudantes do Centro Educativo dos Olivais (Agrupamento de Escolas Martim de Freitas), Agrupamento de Escolas da Mealhada, Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, Escola de Avelar (Ansião) e Agrupamento de Escolas de Cister (Alcobaça). Aos alunos juntam-se os professores, estimando-se a participação total de cerca de 200 pessoas.

Como salientou António Cerdeira, com o projeto, os promotores tentaram perceber que «sentimentos» e «sensações» despertam nos alunos através da contemplação das obras selecionadas para edição deste ano.

Em palco, no sarau de terça-feira, cada uma das turmas vai apresentar a respetiva proposta, que pode passar pela música, teatro ou outra manifestação artística.

Na conferência de imprensa de apresentação de “Que gestos sou nos sons em que te vejo”, Sandra Costa Saldanha, diretora do Museu Nacional de Machado de Castro, lembrou que, tal como nas edições anteriores, «o ponto de partida são as coleções [do museu] e ponto de chegada a comunidade educativa».

Com o museu em obras, continuou, surgiu, então, a «oportunidade de sair fora de portas», através da parceria com o TAGV, que, como acrescentou o diretor Sílvio Santos, vai «mais além do que entidade de acolhimento»: é intermediário na produção de conhecimento, favorece o acesso das escolas a espaços de criação artística, a que acrescenta a dimensão do trabalho em rede.

A ideia, concluiu António Cerdeira, é, de futuro, intensificar ainda mais as parcerias.

Maio 16, 2026 . 10:30

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