
“Casa Própria” reforça mecanismos de apoio à habitação
O Município da Figueira da Foz, a Figueira Domus e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) assinaram ontem um protocolo de cooperação institucional no âmbito do programa municipal “Casa Própria”. O acordo surge alinhado com as recentes políticas habitacionais da Câmara Municipal, que tem focado esforços em dinamizar o acesso à habitação e em fixar jovens famílias no concelho. Esta parceria com o maior banco público nacional visa, assim, conferir maior celeridade e segurança jurídica a todas as operações imobiliárias locais que envolvam famílias residentes em habitação municipal.
«Este não é apenas um protocolo. É um compromisso político, social e humano com as famílias do nosso concelho», afirmou Olga Brás, presidente da Figueira Domus, considerando que o acesso à habitação encontra, atualmente, «uma barreira difícil de ultrapassar» e que é uma das «grandes questões sociais do nosso tempo». De acordo com a responsável, este programa deve «orgulhar profundamente», porque «aproxima as oportunidades das pessoas» e funciona como «verdadeiro ascensor social».
«A Figueira Domus assume este desafio com total empenho e sentido de responsabilidade, porque acreditamos que servir o interesse público é criar condições para que ninguém fique para trás», sublinhou Olga Brás, deixando uma palavra de «profundo reconhecimento» ao presidente da Câmara Municipal, pela «visão estratégica» e pela «determinação» com que tem colocado a habitação no centro das políticas públicas locais, bem como à CGD pela «sinceridade social» demonstrada nesta parceria.
«Este programa dá uma grande satisfação porque tenho a oportunidade de há 25 anos ter lançado muitas destas habitações e agora poder tomar a decisão, em conjunto com a equipa que coordeno, de promover a sua alienação para aqueles que desejem adquiri-las», evidenciou Pedro Santana Lopes. Para o autarca é uma «boa sensação» por se estar a «cumprir a rota adequada em termos sociais». Afinal, considerou que «é bom que o parque habitacional que tem estatuto na Figueira possa ser entregue».
O presidente da Câmara exortou os figueirenses a darem este passo no programa “Casa Própria”. «É evidente que ninguém é obrigado a comprar casa, pois podem continuar a pagar renda, mas é uma garantia de segurança nas suas vidas», justificou Santana Lopes.
Por sua vez, José Miguel Marques, em representação da CGD, assumiu o compromisso do banco público neste protocolo ao ser o «mais competitivo» no mercado, garantindo que o crédito à habitação tem sido uma aposta forte da Caixa nos últimos anos. «Este compromisso de parceria com a Figueira da Foz não termina aqui. Temos um conjunto de iniciativas que queremos continuar a explorar, não só no crédito a habitação, mas também com as empresas. Acreditamos que este seja um excelente primeiro passo para continuarmos a trabalhar em conjunto», destacou.











