
Autarca de Mortágua denuncia a “pura inércia do poder central”
Diário de Coimbra Mortágua celebra hoje o Dia do Município, com uma sessão solene. Na sua perspectiva, qual é o ponto alto do dia?
Ricardo Pardal O ponto alto é sempre o reconhecimento público do mérito dos trabalhadores do município, mas também dos empresários de Mortágua pelo seu contributo para o crescimento económico e social do concelho. Vamos expressá-lo publicamente e através de um documento que será entregue a cada uma das empresas distinguidas com o galardão PME Líder e Excelência. Por outro lado, neste dia também se faz o reconhecimento público da União Cultural e Recreativa Barrilense, pelo trabalho que tem feito no que diz respeito à vida cultural, desportiva e social do concelho. Depois da sessão solene, vamos inaugurar, no Jardim Municipal, o monumento ao ex-presidente Afonso Abrantes, como reconhecimento público, para memória futura, pelo seu enorme contributo para o desenvolvimento do concelho.
A propósito desse reconhecimento às empresas, como caracteriza o tecido empresarial do concelho?
Ao longo dos últimos anos, tem havido um grande desenvolvimento a esse nível, não só na fileira florestal e afins, mas também em outros setores de atividade, nomeadamente, com a indústria farmacêutica, metalomecânica, vidraria e carpintaria. São setores extremamente robustos e em franco crescimento. Um dos indicadores que valida esse crescimento é o posicionamento de mais de meia dúzia de empresas do concelho, nas primeiras 100 da lista das 1.000 maiores do distrito de Viseu.
E qual é o papel da autarquia nesse panorama positivo?
A Câmara tem vindo a fazer a sua parte. Temos em curso a segunda fase da ampliação do Parque Industrial Manuel Lourenço Ferreira que representa um investimento superior a 5 milhões de euros. É o segundo maior investimento de sempre realizado pelo Município de Mortágua. Em termos práticos, são 20 hectares de novos lotes. Em finais de 2026, esperamos ter já todos os lotes disponíveis para construção.
Quer isto dizer que já têm empresas interessadas?
Desde que foi aberta a inscrição para declaração de intenção de aquisição, as inscrições superaram largamente aquilo que é oferta disponível de lotes. Estamos a fazer o nosso trabalho que estamos a complementar com uma estratégia local para a habitação. Pois acreditamos que não basta falar de desenvolvimento da zona industrial e do setor empresarial, é preciso criar as condições para que as pessoas se possam fixar.
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