
Esta semana no Anozero’26
No âmbito do Programa Educativo, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova recebe, no dia 15 de maio, entre as 15h00 e as 18h00, o workshop e encontro de convivência criativa «Histórias & Estórias Ciganas», com as professoras Maria do Carmo de Almeida e Carla Ribeiro. A iniciativa reúne alunos da Escola Secundária D. Dinis e da Escola Secundária José Falcão para uma reflexão conjunta sobre narrativas e representações da comunidade romani na contemporaneidade.
No dia 16 de maio, entre as 14h30 e as 17h30, decorre também no Mosteiro o laboratório de criação «Na História da Arte, quem fica de fora?», orientado pela artista e investigadora brasileira Lilian Maus. O encontro propõe uma abordagem crítica aos discursos hegemónicos da História da Arte, convocando arquivos, estudos de caso e exercícios práticos inspirados no Atlas Mnemosyne de Aby Warburg.
A programação do Programa Convergente concentra-se sobretudo na Baixa de Coimbra. No Terreiro da Erva, entre as 14h00 e as 21h00 de 16 de maio, realiza-se «Jardins Transversais», ativação urbana idealizada e com curadoria de Nelson Ricardo Martins. Concebido como um jardim-instalação expandido, o projeto transforma temporariamente um terreno abandonado num espaço de encontro e experiência sensorial, reunindo pintura mural de Felipe Barbosa, jardim experimental de Samir Bichara, instalação sonora de Nelson Ricardo Martins, performance de António Azenha e a ação «Meditação pela Paz», conduzida por Lisiane Mutti em parceria com a Fundação Arte de Viver.
Também no dia 16 de maio, entre as 14h00 e as 21h00, o Quebra-Costas e a Torre de Almedina acolhem «Natura», instalação artística de Rucsandra Pop integrada no Programa Convergente — Experiências sensoriais e participativas. O projeto resulta de conversas desenvolvidas com pessoas que fizeram de Coimbra o seu novo lar, explorando a relação entre natureza, memória e pertença através de uma instalação comunitária viva.
Ainda no Quebra-Costas, entre as 14h00 e as 16h00, Francisca Patrocínio apresenta «Mão a mão», performance participativa centrada numa ação de feltragem coletiva. A proposta convoca práticas ancestrais de trabalho manual e colaboração, transformando o espaço urbano num lugar temporário de encontro e construção comum.
O Atelier A Fábrica recebe, igualmente no dia 16 de maio, entre as 14h00 e as 20h00, um programa de conversas, sarau e feira de troca de livros inspirado nas ideias de apoio mútuo de Kropotkin. A iniciativa reúne leituras, poesia, música e trocas livres de livros, propondo um espaço informal de partilha cultural e convivência.
A programação inclui ainda duas exposições que terminam esta semana: até 16 de maio, a Galeria 7 apresenta «Volátil», de André Silva, mostra que reúne um conjunto de trabalhos onde referências ao Suprematismo e ao Construtivismo dialogam com questões ligadas à geopolítica contemporânea, aos combustíveis fósseis e à erosão das democracias; e, até 17 de maio, o Centro Cultural Penedo da Saudade acolhe «Mapas do Olhar #03: ancestralidades, migrações e deslocamentos», exposição de desenhos e trabalhos de oficina realizados por alunos de Artes da Escola Secundária Avelar Brotero a partir do tema da Anozero’26 — «Segurar, dar, receber».
Continuam ainda patentes as exposições «Como habitar o tempo», de Nuno Sampaio, com curadoria de Lia Cachim, «CUIDADORIA: abraçar, constelar, outrar», com curadoria de Ana Rito e Hugo Barata, ambas na Fundação Bissaya Barreto; «fight Lookism!! Ou o meu olhar é pouco para ver-te», exposição coletiva com curadoria de Daniel Madeira, no Seminário Maior de Coimbra; «Ofícios do Olhar», intervenção instalativa de Miguel Silva nas montras do comércio da Baixa; e «Os trópicos têm poros», de Lilian Walker, com curadoria de Cristiana Tejo, no Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra.
Sábados e domingos são dias de visitas orientadas com o público, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.
Todas as iniciativas têm entrada gratuita, sendo necessária inscrição prévia apenas para as atividades do Programa Educativo, através do e-mail [email protected].
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O Anozero – Bienal de Coimbra é uma iniciativa organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Universidade de Coimbra desde 2015. É também um programa de ativação e reflexão sobre espaços patrimoniais, cujo momento fundador foi a classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 2013.










