
DARQ reinstalado enquanto Colégio das Artes está em obras
Pouco mais de três meses depois de ter sido decretada a interdição do Colégio das Artes, devido à falta de condições de segurança, agravadas com a passagem da tempestade Kristin, a Universidade de Coimbra anunciou ontem que «está concluído o processo de reorganização das atividades do Departamento de Arquitetura (DARQ)», que ali estava instalado.
«Está garantido o pleno funcionamento do DARQ noutros espaços da Universidade de Coimbra, com todas as condições para os estudantes que frequentam o Departamento ou nele vão ingressar no próximo ano letivo», confirma, em comunicado, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), recordando que, além dos efeitos da tempestade, pesou na decisão de transferência o facto de ir ter início a empreitada de requalificação do Colégio das Artes, como já havia anunciado a UC.
Assim, enquanto a utilização do Colégio das Artes estiver condicionada, as atividades do DARQ estão neste momento distribuídas por diferentes espaços do Polo I, nomeadamente os Colégios de Jesus, de São Bento e das Artes [Ala Poente], assim como os Departamentos de Matemática, Física e Química.
Já as atividades do curso de Design e Multimédia da FCTUC, que também tinham a sua sede no Colégio das Artes, foram transferidas para o Departamento de Engenharia Infomática, no Polo II da Universidade de Coimbra.
Citado no comunicado da FCTUC, Alfredo Dias, vice-reitor para o Património, Edificado e Turismo da Universidade de Coimbra, enalteceu «o esforço conjunto de toda a comunidade, envolvendo a colaboração de muitas Unidades Orgânicas e Unidades de Extensão Cultural e Apoio à Formação», adiantando que, só assim, «foi possível resolver o impacto significativo que a tempestade Kristin e as intempéries que se seguiram tiveram em vários edifícios da UC».
O responsável sublinha, «no caso concreto do Colégio das Artes, a estreita colaboração entre a FCTUC e a Reitoria, sempre envolvendo o DARQ», assim como o «contributo solidário das Unidades que agora acolhem as atividades relocalizadas».
Igualmente citado no documento, Edmundo Monteiro, diretor da FCTUC, realça «o empenho e a resiliência de toda a comunidade DARQ e a colaboração de vários departamentos que, em articulação com o Gabinete Técnico da FCTUC e a Reitoria, tornaram possível restabelecer rapidamente as condições necessárias ao funcionamento das atividades».
Já Luís Miguel Correira, diretor do Departamento de Arquitetura, recorda os «muitos desafios colocados à Reitoria da UC, à direção da FCTUC e à comunidade do DARQ» causados no Colégio das Artes, pelos efeitos da depressão Kristin, em janeiro último, sublinhando a importância de «instalações que promovam a aprendizagem e o trabalho coletivo, sem dispersão» e mostrando-se confiante de que os esforços em curso permitirão melhorar as condições do Colégio das Artes, e consequentemente do DARQ, no próximo ano letivo.
Citado no comunicado, Luís Miguel Correia «enaltece ainda a paciência e resiliência da comunidade DARQ» ao longo de todo este período.











