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Rovisco Pais ganha Casa VIVA+ que alia saúde e habitação

Projeto de mais de 16 milhões de euros pretende transferir para o contexto domiciliário parte dos cuidados e da prevenção, sobretudo na população sénior ou com limitações

É um projeto inovador, que alia saúde, habitação e tecnologia com o objetivo de responder aos desafios do envelhecimento da população. A Casa VIVA+ Engenheiro António Oliveira vai ser inaugurada na próxima quinta-feira, no Hospital Rovisco Pais, na Tocha, representando um investimento superior a 16 milhões de euros.
Mais do que uma casa, trata-se de um laboratório vivo de inovação em habitação e saúde, que resulta de uma parceria entre a OLI, enquanto líder do projeto, a Universidade de Aveiro, a Unidade Local de Saúde de Coimbra, o Departamento de Reabilitação do Hospital Rovisco Pais e a InovaDamus - Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro.
Um investimento que, assumem os promotores, surge num contexto marcado pelo envelhecimento da população, pelo aumento das doenças crónicas e pela crescente pressão sobre os sistemas de saúde e apoio social. E como resposta, o projeto transfere parte dos cuidados e da prevenção para o contexto domiciliário.
«Este modelo pretende reduzir riscos, evitar institucionalizações precoces e promover formas mais sustentáveis de prestação de cuidados, com impacto direto na eficiência dos serviços públicos e na sustentabilidade social», refere comunicado dos promotores.

Modelo pretende reduzir riscos, evitar institucionalizações precoces e cuidados de saúde sustentáveis

Na prática, a Casa VIVA+ está preparada para responder a um problema identificado: a maior parte dos acidentes domésticos na população mais idosa ou com limitações acontece no espaço de WC, visto como uma das zonas mais críticas em termos de segurança, conforto e autonomia. A OLI, enquanto líder do projeto, transformou o WC num espaço «inteligente, adaptado e preventivo», capaz de apoiar o utilizador «sem ser intrusivo». «Transformamos um elemento central do WC numa plataforma biométrica inteligente, capaz de acompanhar indicadores de saúde de forma automática, discreta e não intrusiva, integrando a monitorização no quotidiano das pessoas sem alterar rotinas nem comprometer a dignidade individual», explica António Ricardo Oliveira, administrador da OLI.
Já o reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira, diz que a Casa VIVA+ é «uma visão verdadeiramente pioneira sobre o futuro da habitação e da saúde», tratando-se de um modelo replicável com capacidade para «influenciar políticas públicas».
Jorge Laíns, diretor do Departamento de Reabilitação do Hospital Rovisco Pais, da ULS Coimbra, reconhece que este projeto representa «um passo estratégico na evolução dos cuidados diferenciados de Medicina de Reabilitação, defendo que o edifício «deve deixar de ser uma estrutura passiva para se tornar um agente ativo na promoção do bem-estar e da saúde e na prevenção da doença». Mais, considera também que projetos com estas características «funcionam como extensões do sistema de saúde».

Maio 11, 2026 . 09:30

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